27/10/2010 - 3:54
Os filmes do projeto “Hobbit” do cineasta Peter Jackson serão rodados na Nova Zelândia, após um acordo entre o governo do país e os estúdios Warner Bros, que acaba com as dúvidas a respeito de um projeto estimado em 500 milhões de dólares.
Após quase dois meses de incertezas sobre o local das filmagens da adaptação da obra do escritor britânico J. R. R. Tolkien, o primeiro-ministro neozelandês John Key disse que o governo chegou a um acordo para aumentar os incentivos fiscais da produção, que pode se tornar o projeto mais caro da história do cinema.
Em troca, a Warner Bros utilizará seu departamento de publicidade para promover a Nova Zelândia como destino turístico, informou o premier, após dois dias de árduas negociações com executivos dos estúdios na residência oficial de Wellington.
“Estou muito satisfeito de que tenhamos alcançado este resultado”, disse Key à imprensa.
“Fazer os filmes aqui não apenas vai salvaguardar trabalho para milhares de neozelandeses, mas também nos permitirá seguir a sucesso de “O Senhor dos Anéis”, afirmou o primeiro-ministro, a respeito da trilogia também baseada na obra de Tolkien.
Os produtores haviam ameaçado levar as filmagens para outro país após um conflito com os sindicatos dos atores.
O sindicato NZ Equity pediu um boicote ao projeto depois que Jackson rejeitou suas reivindicações, incluindo a de salário mínimo para os atores.
As filmagens das duas partes de “O Hobbit” representam uma questão econômica vital para a Nova Zelândia, cuja indústria cinematográfica movimenta três bilhões de dólares neozelandeses (US$ 1,7 bilhão).
Vários grandes empresários de Hollywood, entre eles o presidente da produtora New Line, ligada a Warner, Toby Emmerich, viajaram a Wellington para examinar se o desejo da Nova Zelândia de receber as filmagens era viável economicamente.
As paisagens extraordinárias da Nova Zelândia no “Senhor dos Anéis” geraram recursos importantes para o turismo do país e também contribuíram para o rápido desenvolvimento de sua indústria cinematográfica.
Nos últimos anos, a Nova Zelândia foi escolhida para grandes produções, como “O Último Samurai”, com Tom Cruise, a saga “As Crônicas de Nárnia” e “Avatar” de James Cameron.
Em geral, a Nova Zelândia oferece uma redução fiscal de 15%, o que significa uma economia de entre 45 e 60 milhões de dólares para os produtores de “O Hobbit”.
As novas concessões de impostos adicionam outros 15 milhões de dólares de economia.
As filmagens de “O Hobbit” já foram adiadas várias vezes por problemas de direitos de distribuição, orçamento e dificuldades dos estúdios MGM, co-produtor, que levaram o cineasta mexicano Guillermo del Toro a desistir do projeto no início do ano.
ns/fp