15/07/2016 - 0:09
O presidente francês, François Hollande, disse na madrugada desta sexta-feira, em rede nacional de TV a partir do Palácio do Eliseu, que o “caráter terrorista” do ataque cometido em Nice “não pode ser negado”, e expôs o desejo da França de reforçar sua ação no Iraque e na Síria.
“Nada nos fará ceder em nossa vontade de lutar contra o terrorismo e vamos reforçar ainda mais nossa ação no Iraque e na Síria”, onde a França luta contra os extremistas do EI, garantiu Hollande, confirmando a presença de “várias crianças” entre as 80 vítimas fatais do atentado.
“Nós continuaremos a atingir aqueles que justamente nos atacam em nosso próprio território”, acrescentou o chefe de Estado.
No discurso, Hollande anunciou o prolongamento, por três meses, do estado de urgência na França, que deveria inicialmente ser suspenso no final de julho.
“Eu decidi que o estado de urgência, que deveria ser suspenso em 26 de julho, será prolongado em três meses”, acrescentou, durante seu discurso.
“Um projeto de lei será submetido ao Parlamento até a semana que vem”, acrescentou o presidente francês, que fez um apelo aos reservistas para defender o território nacional.
“Decidi fazer um apelo à reserva operacional, ou seja, a todos que em algum momento estiveram sob as bandeiras ou nos efetivos da gendarmeria, para auxiliar os policiais e gendarmes”, declarou Hollande, evocando a possibilidade de utilizar este pessoal no “controle das fronteiras”.
Hollande, que se encontrava na cidade de Aviñon, retornou imediatamente a Paris para chefiar a cédula de crise.
A justiça anti-terrorista foi encarregada da investigação do caso.
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