O banco britânico HSBC anunciou, nesta quarta-feira (14), que deixará de financiar a exploração de novos campos de gás e petróleo.

Em um comunicado publicado juntamente com uma atualização sobre seus planos de transição energética, o banco sediado em Londres indicou que “não concederá mais empréstimos ou financiamentos nos mercados de capitais destinados unicamente a projetos relativos a novos campos de petróleo e gás”.

Também assinalou sua intenção de “acelerar suas atividades em energias renováveis e em infraestruturas limpas”.

A decisão foi bem recebida pelas organizações ambientais, que reivindicam mais ações nesse sentido, tanto por parte do setor bancário como de governos.

A ONG Greenpeace reagiu, afirmando que tais medidas já eram esperadas “há muito tempo”.

Paralelamente, o HSBC assinalou que seguirá prestando serviços de financiamento e assessoramento a seus clientes do setor energético, desde que estejam “em linha com os objetivos de redução de emissões de CO2 do banco”.

Há um ano, o grupo publicou seu plano para deixar de financiar atividades ligadas ao carvão mineral, algo que foi classificado de pouco confiável pelas ONGs ambientais, que acusam os grandes bancos de discurso duplo.

O anúncio desta quarta-feira “envia um sinal forte aos gigantes dos combustíveis fósseis e aos governos”, considerou Jeanne Martin, diretora do programa bancário da ShareAction, associação que promove os investimentos responsáveis.

“Convidamos os grandes bancos como Barclays e BNP Paribas a fazer o mesmo”, acrescentou.

No entanto, lembrou que o anúncio do HSBC afeta apenas o financiamento de novos ativos, enquanto uma “participação muito maior está relacionada com expansões de projetos de petróleo e gás existentes”.

O HSBC justifica essa medida citando a Agência Internacional de Energia (AIE), sob o argumento de que “uma transição ordenada requer o financiamento de campos existentes para manter os níveis de produção necessários”.