A prévia do PIB calculada pelo Banco Central teve uma leve alta 0,08% em agosto ante julho. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado nesta quarta-feira 16, reforça o sentimento de piora no PIB do 3º trimestre. Para o economista Flavio Serrano, da Espírito Santo Investment Bank, o crescimento no período será perto de zero. ?Se não tivermos um resultado melhor do IBC-Br em setembro, poderemos fechar o terceiro trimestre nulo ou negativo?, diz Serrano. 

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COMPRAS: dados positivos no varejo não sustentam crescimento do PIB no 3º trimestre

 

O economista atribui o possível desempenho ruim no período à volatilidade da economia brasileira, que cresceu em trimestres alternados. ?Isso está limitando o crescimento?, afirma.  De janeiro a março, o PIB avançou 0,6%. O segundo trimestre cresceu mais que o dobro, registrando alta de 1,5%, puxado principalmente pela retomada da produção da indústria e pela agricultura. No terceiro trimestre, até agosto, apenas o varejo ampliado apresentou resultado positivo, crescendo 0,6%. A estimativa de analistas é de que o PIB agropecuário tenha queda no período. ?Os dados do varejo não são suficientes para puxar o PIB do terceiro trimestre?, diz Serrano. 

A análise da LCA é parecida. Segundo a consultoria, a projeção é de que o IBC-Br vai avançar 0,3% em setembro ante agosto. Para a LCA, por detrás dessa expectativa para o IBC-Br  estão as seguintes estimativas para outros indicadores de atividade: a produção industrial terá alta interanual de 2,2% e avanço dessazonalizado de 0,9%. Já as vendas no varejo ampliado terão queda 0,4%, e variação +8,4% em comparação com agosto de 2012. O PIB do terceiro trimestre deverá ficar estagnado no terceiro trimestre, ?com risco de queda?, diz a consultoria.

O quarto trimestre, segundo Serrano, dependerá do comportamento do PIB no terceiro. A projeção é de que poderá estabilizar. Já para o desempenho da economia em 2013, o economista projeta um crescimento entre 2% ou 2,5%. 


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