29/05/2015 - 11:02
A Bovespa abriu nesta sexta-feira, 29, em baixa, processando a retração da economia brasileira no primeiro trimestre e acompanhando as perdas dos mercados acionários no exterior, onde a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos falhou em ajudar os investidores a tirarem conclusões sobre suas implicações aos juros no país e o ISM de Chicago acaba de mostrar queda. As ações das construtoras, contudo, reagem positivamente à liberação dada pelo governo aos bancos para usarem R$ 22,5 bilhões dos depósitos da poupança nas operações de financiamento habitacional.
Perto das 10h45, o Ibovespa caía 0,98% aos 53.447 pontos. Contrariando o sinal negativo, Cyrela ON aparecia em primeiro lugar do ranking de maiores altas, com +1,76%. Mais abaixo na lista, MRV ON ganhava 0,65%. Em Nova York, o Dow Jones caía 0,35% e o S&P 500 0,25%.
Em relação ao PIB dos EUA, que mostrou queda de 0,7% (taxa anualizada), menor que a expectativa, de -1%, analistas divergem se o dado é bom ou ruim. Uma retração pode sugerir que o Federal Reserve está mais longe de elevar os juros. Por outro lado, a economia mais fraca é ruim para os negócios das empresas, afetando seus lucros e receitas.
Há pouco, o índice de atividade ISM industrial de Chicago mostrou baixa para 46,2 em maio. A previsão era 53.
Às 11 horas, as atenções nos EUA se concentram no índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan. Após leitura preliminar de maio do indicador mostrar queda forte da confiança, para 88,6, enquanto os analistas previam retração mais tímida, para 95,5, o resultado pode acentuar a queda das bolsas, ou limitá-la.