08/05/2014 - 17:35
Após quatro sessões seguidas de alta, um movimento de realização de lucros tomou conta da Bovespa e a levou a fechar em queda de mais de 1% nesta quinta-feira, 8. As ações da Petrobras conduziram o declínio, junto com os papéis do setor financeiro e da Vale.
No fim do dia, o Ibovespa terminou com baixa de 1,17%, aos 53.422,37 pontos. Na máxima da sessão, o índice atingiu 54.249 pontos (+0,36%) e, na mínima, 53.222 pontos (-1,54%). No ano, a bolsa acumula alta de 3,72% e, no mês, ganho de 3,48%. O volume de negócios somou R$ 6,601 bilhões, segundo dados preliminares.
A queda da bolsa contrariou os ganhos registrados durante grande parte do dia nas bolsas internacionais. O apetite por risco no exterior foi impulsionado por indicadores econômicos da China e dos EUA. A China reportou um superávit comercial de US$ 18,46 bilhões em abril, superando as previsões de um saldo positivo de US$ 17,3 bilhões. No mesmo período do ano passado, a China havia marcado um superávit de US$ 18,16 bilhões na balança comercial.
Nos EUA, o Departamento do Trabalho disse que os pedidos de auxílio-desemprego caíram 26 mil na semana encerrada em 3 de maio, para 319 mil, após ajustes sazonais. O resultado é o menor desde o início de março e veio melhor que a projeção dos analistas, que esperavam 325 mil solicitações.
Os mercados acionários da Europa também subiram, refletindo as sinalizações do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, de que a instituição pode adotar novas medidas de estímulo monetário na próxima reunião, marcada para junho.
No setor corporativo, os papéis da Petrobras fecharam em queda de 3,33% (ON) e 3,77% (PN). A companhia decidiu adiar em 30 dias a conclusão de sua comissão interna que apura irregularidades na aquisição da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. O prazo inicial estava marcado para amanhã, dia 9. Segundo o comunicado da companhia, o adiamento foi solicitado pelo coordenador da comissão, mas as razões não são detalhadas.
As ações ON e PNA da Vale recuaram 1,67% e 1,51%, respectivamente, pressionadas pelas notícias de que as siderúrgicas chinesas terão de reduzir a capacidade de produção em 28,7 milhões de toneladas neste ano, a maior meta de corte em quatro anos, segundo o Ministério da Indústria da China.
Entre os bancos, Banco do Brasil (-4,28%), Bradesco ON (-1,46%), Bradesco PN (-1,12%), Itaú Unibanco PN (-1,54%).