17/06/2015 - 17:47
A Bovespa voltou a terminar em baixa na sessão desta quarta-feira, 17, mas suavizou as perdas no período da tarde, após declarações mais ‘dovish’ da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Janet Yellen. O exercício de Ibovespa futuro e opções sobre Ibovespa distorceu um pouco a reação do mercado ao resultado do encontro de política monetária do Federal Reserve. Como pano de fundo, o mercado monitorou o cenário político, onde deve ser votado hoje o projeto de lei das desonerações.
O Ibovespa fechou em baixa de 0,84%, aos 53.248,54 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 12,086 bilhões, segundo dados preliminares. Na máxima da sessão, a Bovespa atingiu 53.755 pontos (+0,10%), e na mínima, 52.965 pontos (-1,37%). No mês de junho, a bolsa acumula alta de 0,93% e, no ano, de 6,48%.
Na primeira parte da sessão, a Bovespa operou descolada de seus pares em Nova York, que subiam, já se preparando para o vencimento, à tarde.
Petrobras, que até então vinha dando uma ‘segurada’ no recuo do Ibovespa, perdeu força e passou a cair. Acabou pressionando o movimento vendedor no índice à vista. O papel, de cara, repercutia a notícia de que o Senado vai acelerar a tramitação que altera o modelo de exploração de partilha do pré-sal. Mas os dados de estoques nos EUA acabaram levando o preço do petróleo para baixo e influenciando as ações da empresa aqui no Brasil.
Petrobras ON caiu 1,29% e a PN, 1,20%. Vale ON perdeu 1,42% e Vale PNA, 1%, pressionadas ainda com o recuo do preço do minério de ferro.
No setor financeiro, Bradesco PN perdeu 2,08%, Itaú Unibanco PN, 1,77%, BB ON, 2,84%, e Santander unit, 1,80%.
A Bovespa melhorou à tarde após o comunicado do Federal Reserve. Apesar de 15 dos 17 dirigentes terem votado a favor de um aumento da taxa de juros já neste ano, a presidente da autoridade monetária, Janet Yellen, minimizou o movimento, já que, segundo ela, a economia ainda não reúne as condições necessárias para essa alta. O mercado gostou também do trecho do comunicado em que a autoridade monetária reduziu sua projeção de juro médio no fim de 2016 e 2017, indicando um aperto monetário gradual.