02/02/2016 - 18:54
A Bovespa interrompeu a sequência de altas das últimas quatro sessões e caiu com vigor no pregão desta terça-feira, 2. Pressionada pelo petróleo, aversão ao risco global e alguns balanços domésticos, o principal índice à vista amargou sua maior queda porcentual desde agosto de 2011. A Bolsa terminou o dia em queda de 4,87%, maior queda porcentual desde 8 de agosto de 2011 (-8,08%), aos 38.596,17 pontos, na mínima do dia. Na máxima, marcou 40.564 pontos (-0,02%). No mês, acumula retração de 4,48% e, no ano, de 10,96%. O giro financeiro totalizou R$ 6,248 bilhões.
“O recuo do petróleo está assustando o mercado, gerando aversão ao risco e isso levou Europa e Estados Unidos para o negativo hoje”, comentou Vitor Miziara, sócio da Criteria Investimentos. “Aqui, essa aversão encontrou a bolsa vindo de quatro altas seguidas, período no qual avançou sem grandes motivos”, destacou.
Na Nymex, o contrato do petróleo para março recuou 5,50%, a US$ 29,88 o barril. Em Londres, o contrato para abriu recuou 4,44%, a US$ 32,72 o barril.
Petrobras ON caiu 8,51% e PN, 8,90%. Vale ON recuou 9,47% e a PNA, 9,38%.
Uma das razões para a commodity se manter em baixa hoje foi a notícia de que a maioria dos membros da Opep não apoia a realização de uma reunião emergencial antes da já prevista para junho.
O desempenho do petróleo coordenou a aversão ao risco que derrubou as bolsas norte-americanas. Às 18h08, o Dow Jones perdia 1,91%, o S&P tinha baixa de 2,01%, e o Nasdaq perdia 2,39%.
Durante a tarde, os investidores apenas monitoraram a fala da presidente Dilma Rousseff na abertura do ano legislativo do Congresso. O mercado também ficou de olho no encontro da equipe da Moody’s com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.
Alguns balanços contribuíram para o clima ruim – e as perdas firmes do Ibovespa. Itaú Unibanco foi um deles, mais por causa das perspectivas do que pelos números em si, que vieram em linha com as projeções.
Itaú Unibanco PN caiu 8,72%, entre as maiores quedas do Ibovespa, da mesma forma que Itaúsa PN (-8,24%). O banco anunciou lucro líquido de R$ 5,698 bilhões no quarto trimestre, alta de 3,22% ante igual período do ano anterior. Ante o terceiro trimestre, houve retração de 4,15%.
Cielo ON, por sua vez, caiu 6,45%. O lucro líquido da empresa somou R$ 852,7 milhões no quarto trimestre, 6,2% a mais que os R$ 803 milhões registrados no mesmo intervalo de 2014. Na comparação trimestral, contudo, o resultado foi 2,8% menor. A cifra ficou abaixo da estimativa dos analistas.