07/04/2026 - 18:00
Após passar a maior parte desta terça-feira no vermelho, o Ibovespa encerrou o pregão próximo da estabilidade, em meio ao sentimento de cautela que dominou os mercados globais antes do término do prazo dado pelos Estados Unidos para que o Irã aceite um acordo e reabra o Estreito de Ormuz. Já o dólar à vista fechou com leve alta de 0,16%, aos R$ 5,15.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,05%, a 188.258,91 pontos, na máxima do dia, após marcar 185.885,25 na mínima. O volume financeiro somou R$26,4 bilhões.
Às 17h23, o dólar futuro para maio — o mais líquido no mercado brasileiro — subia 0,21%, aos R$ 5,1780.
O presidente dos EUA, Donald Trump, estabeleceu um prazo até às 21h (horário de Brasília) desta terça para que um acordo com o Irã seja alcançado ou, afirmou, “uma civilização inteira vai morrer esta noite”. Trump ameaçou destruir todas as pontes e usinas de energia do Irã em quatro horas.
“Esse tipo de fala não apenas assusta, como paralisa o apetite por risco e é exatamente isso que estamos vendo refletido na queda das bolsas ao redor do mundo e, consequentemente, no Ibovespa”, disse Leonardo Santana, especialista em investimentos e sócio da casa de análise Top Gain.
Ibovespa
O índice acionário brasileiro passou a maior parte do dia em queda, ficando abaixo dos 187 mil pontos, contudo, o movimento perdeu tração ao longo da tarde.
Mais cedo, duas fontes paquistanesas disseram à Reuters que as negociações entre os EUA e o Irã correm o risco de descarrilar por conta dos ataques de Teerã a instalações industriais da Arábia Saudita.
O Irã prometeu retaliar os aliados dos EUA no Golfo, cujas cidades no deserto ficariam inabitáveis sem energia ou água.
“Esse cenário todo deixa os investidores com pouquíssima possibilidade de manter posições abertas, fazendo com que o mercado suba e desça dentro do intraday sem que ninguém queira ficar posicionado num cenário de incerteza”, disse Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing.
Dólar
Após exibir altas em diferentes momentos da sessão, o dólar fechou a terça-feira praticamente estável ante o real, após notícia de que a Casa Branca avalia uma proposta para estender o prazo dado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, para que o Irã aceite um acordo e reabra o Estreito de Ormuz.
O dólar à vista fechou com leve alta de 0,16%, aos R$ 5,1549. No ano, a divisa passou a acumular recuo de 6,09%.
O ultimato dado ao Irã permeou os mercados globais nesta terça-feira, sem que surgisse uma solução até o momento para que o Estreito de Ormuz seja reaberto à navegação. O prazo dado originalmente por Trump para que um acordo seja fechado vai até 21h (pelo horário de Brasília).
Pela manhã, Trump reiterou as ameaças contra o Irã e disse que “uma civilização inteira morrerá esta noite” se não for alcançado um acordo. Em contrapartida, uma fonte iraniana afirmou que “toda a região e a Arábia Saudita cairão na escuridão total com os ataques de retaliação do Irã”.
Neste cenário, o dólar à vista atingiu a cotação máxima intradia de R$ 5,1738 (+0,53%) às 14h, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, como o peso chileno e o rand sul-africano.
No fim da sessão, no entanto, a notícia de que Trump foi informado sobre uma proposta do Paquistão para estender em duas semanas o prazo dado ao Irã trouxe certo alívio para os mercados globais de moedas. A Casa Branca prometeu uma resposta.
Em função disso, o dólar à vista se reaproximou da estabilidade ante o real, enquanto a divisa para maio, negociada até mais tarde na B3, desacelerou.
Às 17h23, o dólar futuro para maio — o mais líquido no mercado brasileiro — subia 0,21%, aos R$5,1780. No exterior, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes — caía 0,38%, a 99,618.
No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 4 de maio.
