O dólar fechou a quarta-feira em baixa ante o real, no menor patamar em quase dois anos, depois de os Estados Unidos acertarem na véspera um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, que aceitou reabrir o Estreito de Ormuz.. Já o Ibovespa subiu 2% e renovou recorde de fechamento.

Após oscilar abaixo dos R$ 5,10 durante boa parte da sessão, o dólar à vista encerrou o dia com queda de 1,00%, aos R$ 5,1035, o menor valor de fechamento desde 17 de maio de 2024, quando atingiu R$5,1031.

“O enfraquecimento do dólar favoreceu moedas emergentes de forma ampla, com o real se destacando pela combinação de fluxo para a Bolsa e manutenção de diferencial de juros real elevado frente aos pares. O câmbio operou próximo das mínimas recentes ao longo de toda a sessão, em movimento direcional marcado pelo encerramento de posições defensivas e realocação para ativos de risco”, explicou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad

No ano, a divisa passou a acumular recuo de 7,02%.

Às 17h17, o dólar futuro para maio — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,98% na B3, aos R$5,1275.

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Ibovespa

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,09%, a 192.201,16 pontos, nova máxima de fechamento. No melhor momento, atingiu 193.759,01 pontos. Na mínima, 188.260,14 pontos.

O volume financeiro no pregão somava R$38,67 bilhões antes dos ajustes finais, acima da média diária do ano, de R$35 bilhões.

“Ações domésticas sensíveis a juros lideraram os ganhos: varejo, construção e educação foram os destaques. Bancos acompanharam a melhora das condições financeiras e Vale avançou sustentada por fluxo, mesmo com o minério em queda no exterior. A exceção ficou no setor de petróleo — Petrobras recuou de forma significativa com o colapso da commodity —, mas sem contaminar o movimento do índice”, apontou Shahini. 

Com informações da Reuters