O Ibovespa disparou mais de 3% nesta segunda-feira, 23, fechando próximo dos 182 mil pontos após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspender ataques à infraestrutura energética iraniana e citar conversas “produtivas” entre os dois países. Já o dólar caiu mais de 1%, fechando em R$ 5,24, e o barril de petróleo fechou abaixo dos US$ 100 pela primeira vez desde o começo da guerra. 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 3,24%, a 181.931,93 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo alcançado 182.973,41 pontos na máxima e 176.220,82 pontos na mínima.

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A semana na bolsa brasileira também começou com noticiário corporativo movimentado, com o holofote voltado para nomes como Embraer, Fleury, CSN, Desktop, entre outros.

O volume financeiro no pregão somava R$ 30 bilhões antes dos ajustes finais.

Dólar 

O dólar à vista fechou a sessão com baixa de 1,33%, aos R$ 5,2418, em sintonia com o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes, como o peso chileno e o peso mexicano.

No ano, a divisa dos EUA passou a acumular baixa de 4,50%.

Às 17h07, o dólar futuro para abril — o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,89% na B3, aos R$5,2495.

Petróleo

Os preços do petróleo caíram cerca de 11% depois das declarações de Trump e fecharam abaixo dos US$ 100 o barril pela primeira vez desde o começo da guerra.  

Os contratos futuros do Brent caíram US$ 12,25, ou 10,9%, fechando a US$ 99,94 por barril, enquanto o petróleo nos Estados Unidos West Texas Intermediate (WTI) perdeu US$10,10, ou 10,3%, fechando a US$ 88,13.

As variações extremas de preço nas últimas semanas – o Brent fechou em seu nível mais alto desde julho de 2022 na sexta-feira – aumentaram a volatilidade histórica ou real dos futuros de 30 dias de ambos os índices de referência do petróleo para o nível mais alto desde abril de 2022.