29/04/2026 - 17:41
A quarta-feira foi de forte correção negativa na bolsa paulista, com o Ibovespa fechando abaixo dos 185 mil pontos e revertendo os ganhos de abril. Já o dólar encerrou o dia em alta, voltando a fechar na casa dos R$ 5.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em queda de 2,05%, a 184.750,42 pontos, no sexto pregão seguido de baixa e agora acumulando um declínio de 1,51% em abril.
Na mínima da sessão, o índice chegou a 184.504,18 pontos. Na máxima, marcou 188.709,96 pontos. O volume financeiro na bolsa somava R$ 25,9 bilhões antes dos ajustes finais.
A disparada dos preços do petróleo no exterior, em meio a receios envolvendo a situação no Oriente Médio, apoiou a alta das ações da Petrobras, mas minou o apetite a risco, acentuando preocupações com a inflação e o crescimento global.
O Federal Reserve manteve a taxa de juros na faixa atual de 3,50% a 3,75%, em sua decisão mais dividida desde 1992, e destacou que os desdobramentos da guerra no Oriente Médio está contribuindo para um alto nível de incerteza sobre as perspectivas econômicas.
De fato, o cenário geopolítico continua ditando o rumo dos mercados, mas resultados corporativos no Brasil também ocuparam as atenções, com investidores repercutindo os balanços e perspectivas de empresas como Vale, WEG e Santander Brasil.
O dia ainda reserva a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central brasileiro, com economistas estimando um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, atualmente em 14,75%, mas um tom cauteloso no comunicado.
Dólar
O dólar fechou em alta no Brasil, voltando ao patamar de R$ 5,00 com o real acompanhando o desempenho fraco de divisas pares em meio ao fortalecimento da moeda norte-americana e do petróleo no exterior, em um dia marcado por decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil.
O dólar à vista fechou em alta de 0,39%, aos R$ 5,0021.
Às 17h03, o dólar futuro para maio — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — subia 0,49% na B3, aos R$5,0010.
