O Ibovespa avançava nos primeiros negócios desta sexta-feira, ampliando a recuperação na semana, em desempenho puxado por Petrobras e bancos, mas tendo as ações da Vivara também entre os destaques positivos após troca do presidente executivo.

O dólar segue oscilando perto da estabilidade nesta manhã de sexta-feira no Brasil, pouco abaixo dos R$5,40, em uma sessão ainda sem gatilhos firmes para as cotações, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustenta ganhos ante as divisas fortes, com os investidores ajustando apostas para os juros nos EUA nos próximos meses.

Às 1101, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 1,19%, a 161.080,96 pontos. Já o dólar à vista caía 0,38%, aos R$ 5,387 na venda.

Na sexta-feira passada, o Ibovespa desabou mais de 4%, revertendo os ganhos do mês, após Flávio Bolsonaro se lançar candidato à Presidência. Nesta semana, sem maiores desdobramentos envolvendo o episódio, o clima na bolsa paulista acalmou.

De acordo com o analista técnico Gilberto Coelho, da XP, o Ibovespa segue em padrão de alta respeitando a média de 21 dias como suporte. “Acima dos 159.700, favorecerá altas projetando de 165.000 a 179.000. Um fechamento abaixo dos 156.800 traria sinal de baixa mirando suportes em 153.500 ou 147.500”, afirmou.

Ibovespa de olho nos juros

Em uma sessão de agenda relativamente esvaziada no Brasil e no exterior, os investidores seguem operando tendo como referência as últimas decisões sobre juros.

Na quarta-feira, o Federal Reserve reduziu a taxa norte-americana de referência em 25 pontos-base, para a faixa de 3,50% a 3,75%, mas passou indicações de que pode interromper o processo de cortes no fim de janeiro. Nesta manhã, o mercado precificava 77,9% de probabilidade de manutenção da taxa no próximo mês, contra 22,1% de chance de corte de 25 pontos-base, conforme a Ferramenta CME FedWatch.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a Selic em 15% na quarta-feira, sem indicar claramente se começará a cortar a taxa básica em janeiro ou em março. Com isso, os agentes seguem divididos sobre o curto prazo da política monetária brasileira.

Dólar

Neste cenário, às 10h17 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes — subia 0,10%, a 98,430.

No Brasil, porém, a moeda norte-americana se mantinha acomodada, oscilando em margens bastante estreitas.

O diferencial de juros entre Brasil e EUA tem sido apontado como um fator de atração de recursos para o país, o que mantém as cotações em níveis mais baixos.

Mais cedo, sem impactos para o câmbio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o setor de serviços cresceu 0,3% no volume em outubro ante setembro, desacelerando em relação à alta anterior de 0,7%. Apesar da desaceleração, o resultado ficou ligeiramente acima da expectativa em pesquisa da Reuters, de elevação de 0,2% em outubro.

Às 11h30, o Banco Central realiza leilão de 50 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 2 de janeiro.