12/03/2026 - 11:06
O Ibovespa registrava queda de mais de 2% nesta quinta-feira, 12, contaminado pela aversão a risco no exterior, com o petróleo voltando a rondar os US$ 100 por barril com a escalada dos ataques do Irã contra instalações petrolíferas e de transporte no Oriente Médio.
Investidores também repercutiam uma bateria de resultados corporativos, bem como dados acima do esperado para a inflação no Brasil. e aguardava o anúncio de medidas do governo brasileiro para conter a alta do petróleo.
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Às 13h, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, caía 2,49%, a pontos. Já o dólar tinha alta de 1,07%, cotado a R$ 5,2132 na venda. Veja cotações.
Nesta manhã, o barril era cotado pouco abaixo dos US$99, em alta de mais de 6%, mantendo as preocupações de que o avanço da commodity possa gerar inflação nos países, incluindo o Brasil.
Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA, o índice oficial de inflação, subiu 0,70% em fevereiro, acelerando ante o avanço de 0,33% de janeiro e ficando acima da taxa de 0,65% projetada por economistas em pesquisa da Reuters. Em 12 meses até fevereiro, porém, o índice subiu 3,81%, ficando pela primeira vez desde maio de 2024 abaixo de 4%.
O indicador, cuja abertura também não foi favorável, dava suporte à curva de DIs (Depósitos Interfinanceiros) nesta manhã, com os agentes vendo chances maiores de o Banco Central cortar a taxa básica Selic em apenas 25 pontos-base na próxima semana — e não em 50 pontos-base, como vinha sendo precificado antes da guerra. Atualmente, a Selic está em 15% ao ano.
Em tese, uma Selic em patamares mais altos mantém a atratividade do Brasil aos investimentos estrangeiros, abrindo espaço para um dólar mais baixo, mas nesta quinta-feira a moeda norte-americana segue sendo sustentada pelos receios em torno da guerra.
