O Ibovespa chegou a trabalhar abaixo dos 164 mil pontos mais cedo, quando prevaleceu a aversão a risco externa diante de preocupações com as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atreladas ao plano de comprar a Groenlândia. A tarde, o índice ensaia uma melhora, puxada por papéis como Petrobras.

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Por volta de 15h02, o Ibovespa subia 0,78% negociado aos 166.133,47 pontos. Já o dólar subia 0,05%, com preço de R$5,374 na venda, após ter chegado a cair a R$ 5,36 mais cedo.

Dia de tensão no exterior

Wall Street ainda abriu com sinal negativo nesta terça-feira, após o feriado na véspera, pesando ameaças recentes de Trump sobre tarifas adicionais de importação para produtos de determinados países da Europa em sua busca para assumir o controle da Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca.

Na visão da equipe da Genial Investimentos, o modo defensivo nos mercados globais reflete a tensão entre Trump e aliados europeus em torno da Groenlândia, que ganha tração. “Somando as ameaças de tarifas contra produtos franceses, reacende-se o risco de um confronto comercial com a UE”, acrescentou.

Também no radar está o noticiário envolvendo o próximo titular do Federal Reserve, com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmando nesta terça-feira que o presidente dos EUA pode chegar a uma decisão na próxima semana. “Estamos agora com quatro candidatos”, afirmou em uma entrevista à CNBC.

Petrobras e Sabesp se destacam no Ibovespa

Com as altas dos preços do petróleo no exterior em meio à tensão geopolítica, as ações da Petrobras ganharam impulso.

Já a Sabesp sobe tendo no radar que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovaram a aquisição da geradora de energia Emae pela companhia de saneamento.