O Ibovespa avançava nesta segunda-feira, 16, enquanto o dólar iniciou o dia em queda firme no Brasil. O Ibovespa acompanha o viés mais positivo em mercados acionários no exterior e endossado pelo alívio nas taxas dos DI, enquanto a situação no Oriente Médio e seus reflexos para a economia mundial continuam no radar dos agentes financeiros.

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Às 15h25, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 1,75%, a 180.753,40 pontos. No mesmo horário, o dólar à vista cedia 1,36%, aos R$ 5,242 na venda. Veja cotações.

Na sexta-feira o dólar à vista encerrou o dia com alta de 1,34%, aos R$ 5,3166, e a Bolsa encerrou aos 177.653,31 pontos.

Nesta segunda-feira, a moeda norte-americana cedia ante quase todas as demais divisas globais, incluindo o real, em uma sessão até o momento de ajustes de preços, ainda que a guerra siga em andamento.

Israel disse que tem planos detalhados para pelo menos mais três semanas de guerra e que seus militares bombardearam locais em todo o Irã durante a noite. Já o Irã disse que não solicitou um cessar-fogo e que busca garantir que o fim para a guerra com Israel e EUA seja definitivo.

No campo econômico, os agentes aguardam para esta semana as decisões sobre juros dos bancos centrais de EUA, Reino Unido, Japão e zona do euro, além do Brasil. No caso do Federal Reserve, a expectativa é de que a taxa seja mantida na faixa entre 3,50% e 3,75%.

No Brasil, a curva de juros passou a precificar na sexta-feira alguma chance, ainda que minoritária, de o Banco Central manter a taxa básica Selic em 15% esta semana, em função dos efeitos inflacionários da guerra no Oriente Médio. As apostas de corte de 25 pontos-base ainda são majoritárias, enquanto a probabilidade de redução de 50 pontos-base foi apagada da curva.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos vinha sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses. A guerra, porém, tem impulsionado a moeda norte-americana.