Após cair quase 5% no pregão desta terça-feira, 3, o Ibovespa reduziu o tombo e passou a operar em queda próxima a 3% nesta terça-feira, 3. O mercado opera hoje contaminado pela aversão a risco global diante do agravamento do conflito no Oriente Médio. O pregão também é marcado por uma forte alta dos preços do petróleo no mercado externo. A alta do dólar também arrefeceu, após subir mais de 3% e passar dos R$ 5,34 na máxima do dia.

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Às 15h30, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, caía 2,91%, a 183.793,39 pontos. Já o dólar subia 1,98%, a R$ 5,277 na venda, após ter batido R$ 5,341 na máxima até o momento. Veja cotações.

As Bolsas ao redor do planeta também operavam em queda expressiva, pressionadas pela alta da cotação do petróleo no quarto dia de guerra no Oriente Médio, o que alimenta os temores de uma inflação generalizada.

Os mercados de energia sofreram na segunda-feira um choque global, com uma disparada dos preços do petróleo e do gás, já que a guerra no Oriente Médio ameaça uma região crucial para a produção e exportação de hidrocarbonetos. O Estreito de Ormuz, uma área pela qual transita cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) mundial, está fechado, de fato, ao tráfego: as principais empresas marítimas suspenderam os deslocamentos na região devido à explosão do valor dos seguros.

No atual contexto, os preços do petróleo dispararam nesta terça-feira. Perto das 10h30 (horário de Brasília), a cotação do Brent do Mar do Norte subia 7,7%, a US$ 83,24 por barril. O West Texas Intermediate (WTI) americano, para entrega em abril, avançava 7,06%, a US$ 76,26.

A cotação do gás também era afetada nesta terça-feira, com o contrato futuro do TTF neerlandês, considerado a referência do gás natural na Europa, em alta de 22,50%, a 54,52 euros (328 reais).

*Com Reuters e AFP