08/06/2026 - 18:29
O dólar encerrou a segunda-feira, 8, em alta no Brasil, pela terceira sessão consecutiva, com investidores retomando posições defensivas diante da leitura de que o cessar-fogo no Oriente Médio, violado no final de semana, é frágil. Já o Ibovespa fechou abaixo dos 179 mil pontos.
A moeda norte-americana à vista fechou com alta de 0,50%, aos R$ 5,1811, maior cotação desde 30 de março, quando atingiu R$ 5,2461. No ano, o dólar passou a acumular baixa de 5,61%.
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Ibovespa já perdeu5% desde abril
O Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, recuou 0,21% nesta segunda, a 168.668,72 pontos, tendo marcado 168.129,61 na mínima e 169.645,78 na máxima do dia, em pregão sem viés claro e com volume reduzido.
Desde que renovou as máximas históricas em abril, quando alimentou expectativas de alcançar a marca inédita de 200 mil pontos, o Ibovespa já perdeu 15%, em movimento puxado principalmente pelo fluxo negativo de estrangeiros na bolsa paulista.
No exterior, o barril do petróleo Brent fechou em alta de 1,3%, a US$94,25, reduzindo o fôlego em relação ao começo da sessão, quando saltou mais de 5% na esteira da troca de ataques entre Irã e Israel.
O alívio acompanhou declarações de Irã e Israel de que haviam interrompido os ataques um contra o outro, após um apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O bitcoin operou em alta nesta segunda-feira, recuperando parte das perdas registradas na semana anterior. Por volta das 18h30 (em Brasília), o tinha alta de 0,64%, a US$ 63.722.
Em Nova York, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechou em alta de 0,3%.
Cenário doméstico
No boletim Focus divulgado mais cedo pelo Banco Central, a projeção mediana dos economistas do mercado para o dólar no fim deste ano no Brasil passou de R$ 5,16 para R$ 5,15. Já a taxa básica Selic projetada para 2026 passou de 13,25% para 13,50%, enquanto a expectativa para o fim de 2027 foi de 11,25% para 11,50%.
Atualmente a Selic está em 14,50% ao ano, bem acima das taxas praticadas em países como EUA e Japão, e este diferencial de juros vinha sendo apontado nos últimos meses como um fator favorável à atração de dólares para o Brasil.
