26/06/2026 - 19:33
O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, 26, apoiado principalmente nas ações de bancos, enquanto o dólar encerrou o dia com leve baixa ante o real, acompanhando a queda da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas, com investidores moderando as apostas de aumento de juros pelo Federal Reserve após novo recuo do petróleo.
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Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,76%, a 173.295,14 pontos, acumulando um ganho de 2,95% na semana. Na máxima do dia, chegou a 173.964,44 pontos. Na mínima, registrou 171.123,94 pontos..
Entre os destaques do dia na B3, ITAÚ UNIBANCO PN subiu 1,29%, BRADESCO PN avançou 1,7% e BANCO DO BRASIL ON teve alta de 1,45%. Já as ações da Petrobras tiveram queda de cerca de 1%, minadas pela queda do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent fechou em baixa de mais de 4%.
O dólar à vista encerrou com queda de 0,21%, aos R$ 5,1697. Na semana, a moeda acumulou leve alta de 0,10% e, no ano, baixa de 5,82%. Veja mais cotações.
No cenário externo, o norte-americano S&P 500 fechou praticamente estável.
Juros no Brasil e nos EUA
Na visão do responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso, o principal motivo que explica o movimento nesta semana na bolsa é a reprecificação na curva de juros.
Ele destacou que o mercado “ficou mais tranquilo” após declarações de autoridades do Banco Central nos últimos dias, incluindo do presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, esclarecendo comunicações recentes da autoridade monetária.
O comunicado e a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC incutiram dúvidas entre agentes financeiros sobre o horizonte relevante para a atuação da política monetária.
Mas Galípolo enfatizou na quinta-feira que não há nenhum tipo de mudança na condução da política monetária.
“Além disso, a queda no preço do petróleo e o IPCA-15 abaixo do esperado aumentaram a chance de novas quedas na taxa de juros no Brasil”, pontuou. “O mercado voltou a precificar um novo corte de 0,25 ponto percentual na próxima reunião (do Copom).”
Pedroso ponderou, contudo, que uma melhora consistente só virá com o retorno do fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira. “Por enquanto, o investidor externo continua saindo do mercado local, então essa melhora me parece algo pontual.”
De acordo com dados da B3, o saldo de capital externo na bolsa está negativo em quase R$8,4 bilhões em junho até o dia 24 (excluindo IPOs e follow-ons).
