O Ibovespa Futuro caía 0,68%, aos 208.060 pontos, por volta das 9h04 desta quinta-feira (22), no horário de Brasília. A disputa presidencial e o balanço do Bradesco (BBDC4) concentravam as atenções no Brasil, enquanto os mercados internacionais recuavam com preocupações sobre inteligência artificial e a alta do petróleo.

Pesquisa Datafolha mantém eleição no foco do mercado

A divulgação de uma nova pesquisa Datafolha, prevista para as 19h, é um dos principais eventos acompanhados pelos investidores antes do segundo turno presidencial, marcado para domingo.

Na véspera, a pesquisa Quaest mostrou redução da vantagem numérica de Flávio Bolsonaro sobre Luiz Inácio Lula da Silva. O senador permanecia à frente, mas os candidatos estavam tecnicamente empatados dentro da margem de erro.

A leitura de parte dos agentes financeiros associa uma eventual vitória de Flávio a maiores chances de controle das contas públicas. Essa percepção tem favorecido reações positivas a notícias consideradas benéficas ao senador e movimentos contrários diante de informações favoráveis a Lula.

Flávio e seus conselheiros econômicos, porém, ainda não apresentaram detalhes concretos sobre possíveis ajustes fiscais, conforme o material que embasa a cobertura.

Meta reacende preocupações com inteligência artificial

No exterior, o resultado da Meta não sustentou o otimismo inicial. A receita do terceiro trimestre superou as expectativas, mas a companhia anunciou um plano de emissão de ações sem direito a voto, reacendendo preocupações com seus crescentes compromissos de capital.

As dúvidas sobre a sustentabilidade do crescimento da inteligência artificial pressionavam os futuros das bolsas americanas. O Nasdaq apresentava a maior queda entre os principais índices, acompanhado por S&P 500 e Dow Jones.

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam em baixa sob o mesmo cenário de cautela. Na Coreia do Sul, o banco central manteve a taxa básica de juros, como esperado, após duas altas consecutivas.

Petróleo sobe com ataques na Arábia Saudita

A alta do petróleo Brent acrescentava pressão aos mercados. Novos ataques dos houthis, do Iêmen, contra a Arábia Saudita ampliaram os receios de expansão do conflito e de interrupções no abastecimento do Oriente Médio.

O risco à oferta sustentava os preços mesmo diante do aumento das exportações pelo Estreito de Ormuz.

De acordo com o The New York Times, militares dos Estados Unidos e de Israel elaboraram planos específicos para novos ataques ao Irã após as eleições americanas de meio de mandato, previstas para o próximo mês.

Dólar futuro avança e minério de ferro recua

O dólar futuro subia para R$ 5,061 na B3, acompanhando a cautela nos mercados.

Na China, os preços do minério de ferro fecharam em queda após a compradora estatal chinesa firmar um novo acordo de fornecimento com a Rio Tinto. As margens das siderúrgicas continuavam sem sinais relevantes de melhora.

No Brasil, a próxima atualização das intenções de voto pelo Datafolha está prevista para depois do encerramento do pregão regular de ações.

(Com Reuters)

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