06/10/2026 - 14:13
O Ibovespa abriu o pregão desta terça-feira (6) em leve alta (+0,01%), aos 206.924,61 pontos, e chegou a renovar sua máxima histórica ao atingir os 209.522,60 pontos (+1,26%). O movimento inicial, contudo, perdeu força ao longo da manhã, levando o índice a virar para o terreno negativo e perder o patamar dos 205 mil pontos.
Às 11h26, o principal índice da bolsa brasileira recuava 0,82%, aos 205.376,46 pontos, após registrar mínima em 204.832,36 pontos (-1,01%).
Segundo analistas, o recuo é atribuído a um ajuste natural e realização de lucros após a disparada de 7,70% na véspera (quando o Ibovespa fechou a 206.911,89 pontos), impulsionada pelo resultado do primeiro turno das eleições presidenciais, que mostrou Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Desempenho das Ações e Commodities
Entre os papéis de maior peso na carteira, o dia é de queda para as gigantes de commodities e desempenho misto no setor financeiro:
Petróleo e Mineração: A Petrobras opera em baixa (PETR4 cedia 2,71% e PETR3 recuava 1,75%), acompanhando a queda de cerca de 2% no preço do barril de petróleo Brent no exterior. A Vale (VALE3) cedia 1,81%, seguida por Usiminas (USIM5, -1,47%) e Gerdau (GGBR4, -1,24%).
Setor Bancário: Banco do Brasil (BBAS3) lidera as perdas do índice, caindo 6,23% após o JPMorgan rebaixar a recomendação do papel de “neutro” para “abaixo da média” (underweight). Na contramão, sobem Itaú Unibanco (ITUB4, +1%) e Bradesco (BBDC3, +1,70%; BBDC4, +2,43%). O BTG Pactual (BPAC11) recua 3,83%.
Maior Alta: A Azzas (AZZA3) registra o maior avanço do pregão, com alta de 5,14%.
Perspectivas do Mercado e Câmbio
Para Leonardo Mendes, consultor financeiro da Manchester Investimentos, o recuo reflete apenas uma acomodação de preços. “Depois de uma valorização tão forte em um único pregão, é natural vermos realização e volatilidade. É um ajuste às médias, mas o movimento estrutural do Ibovespa ainda é de alta”, avalia.
Análise gráfica do Itaú BBA aponta que, mantendo-se acima do suporte de 181.500 pontos, o índice projeta metas de curto e médio prazo em 220.000 e 245.000 pontos, respectivamente. O Morgan Stanley vai além e projeta potencial para o Ibovespa alcançar 250.000 pontos no curto prazo.
No mercado cambial e de juros, o movimento de alívio iniciado na véspera se mantém. Após despencar 4,12% na segunda-feira e fechar a R$ 5,0018, o dólar segue pressionado para baixo pela entrada de capital estrangeiro. Já os juros futuros continuam recuando, reforçando as apostas de cortes na taxa Selic ao longo de 2026 e 2027.
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