29/10/2025 - 17:47
O Ibovespa renovou máximas históricas nesta quarta-feira, ultrapassando os 149 mil pontos pela primeira vez no melhor momento, em desempenho puxado principalmente por Vale e bancos e referendado por decisão de juros do Federal Reserve.
O banco central norte-americano correspondeu às expectativas e realizou mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros da maior economia do mundo, para a faixa de 3,75% a 4%.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,82%, a 148.632,93 pontos, marcando 149.067,16 pontos na máxima e 147.429,63 na mínima do dia.
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O volume financeiro no pregão somava R$ 21,9 bilhões antes dos ajustes finais.
Efeito FED
O dólar fechou a quarta-feira, 29, praticamente estável no Brasil, devolvendo as perdas vistas mais cedo, depois que a decisão de política monetária do Federal Reserve, que colocou em dúvida novo corte de juros em dezembro, deu força à moeda norte-americana em todo o mundo.
O dólar à vista fechou em leve baixa de 0,04%, aos R$ 5,3581. No ano, a divisa acumula queda de 13,29%. Após registrar a cotação mínima de R$ 5,3345 (-0,49%) às 12h08, o dólar à vista atingiu a máxima de R$ 5,3679 (+0,14%) às 16h13, já após a decisão do Fed e as declarações de Powell. No fechamento, se reaproximou da estabilidade.
Até o início da tarde o dólar sustentou perdas ante o real e outras moedas de países emergentes, como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano. Mas a decisão do Fed às 15h mudou o cenário. O Fed cortou a taxa de referência em 25 pontos-base, para a faixa entre 3,75% e 4%, mas destacou os limites em seu processo de tomada de decisão, já que a paralisação do governo dos EUA reduziu o número de indicadores econômicos disponíveis.
A decisão desta quarta-feira também foi dividida: dez membros votaram pelo corte de 25 pontos-base, um membro defendeu redução maior e outro votou pela manutenção da taxa.
Em sua comunicação, o Fed também informou que vai encerrar a redução de seu balanço patrimonial de US$ 6,6 trilhões, em meio a evidências de que as condições de liquidez do mercado monetário começaram a ficar mais apertadas. A decisão, que já vinha sendo sinalizada pelo chair do Fed, Jerome Powell, representará a normalização da liquidez disponível.
O saldo da decisão do Fed e de sua comunicação foi o fortalecimento dos rendimentos dos Treasuries, em meio à percepção de que um novo corte de juros em dezembro não está garantido.
Em entrevista coletiva, Powell reforçou essa percepção. Segundo ele, os membros do Fed estão lutando para chegar a um consenso sobre o que está por vir e os mercados financeiros não devem presumir que outro corte de juros ocorrerá no final do ano.
