O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, 9, em dia de recuperação da bolsa brasileira, mas ainda sem conseguir se sustentar acima do patamar de 170 mil pontos registrado no melhor momento do pregão, com o foco dos investidores na guerra no Oriente Médio.

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Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,68%, a 169.813,15 pontos, chegando a 170.600,91 na máxima e marcando 168.406,17 na mínima do dia.

Já o dólar à vista fechou o dia em queda de apenas 0,05%, aos R$ 5,1785. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 5,66% ante o real. Veja cotações.

Na véspera, o Ibovespa havia renovado mínimas desde janeiro, distanciando-se ainda mais dos recordes registrados em abril, quando superou os 199 mil pontos no intradia pela primeira vez e alimentou expectativas de alcançar a marca inédita de 200 mil pontos.

O cenário geopolítico continuou sob os holofotes de investidores, sem evidências sobre um acordo próximo para encerrar o conflito que começou no final de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, mas também sem um agravamento das tensões.

Após Irã e Israel anunciarem na segunda-feira a suspensão dos ataques mútuos em resposta a um apelo do presidente dos EUA, Donald Trump, Israel atacou nesta terça-feira a histórica cidade portuária de Tiro, no sul do Líbano.

Trump também acusou nesta terça-feira o Irã de derrubar um helicóptero Apache norte-americano que patrulhava o Estreito de Ormuz durante a madrugada e prometeu retaliar, adicionando volatilidade nos mercados.

Mas o barril de petróleo sob o contrato Brent ainda fechou em queda, de 3%, a US$ 91,45, na menor cotação em 7 semanas.

Em Wall Street, o S&P 500 recuou 0,26%, em meio a uma correção em ações do setor de tecnologia, enquanto investidores aguardam dados de inflação dos EUA na quarta-feira e o desfecho do IPO da SpaceX mais ao final da semana.

De acordo com o sócio e advisor da Blue3 Investimentos Willian Queiroz, a fragilidade da trégua no Oriente Médio mantém as preocupações com pressões inflacionárias decorrentes da alta do petróleo e seus reflexos em políticas monetárias, principalmente uma escalada nas taxas de juros.