29/04/2011 - 5:32
Defensores dos direitos dos imigrantes nos Estados Unidos esperam que milhares de imigrantes protestem no domingo, 1º de maio, nas ruas de Los Angeles para exigir o fim das deportações e pedir para o presidente Barack Obama “agir antes de 2012”.
“A exigência geral é que o presidente Barack Obama cumpra, atue antes das eleições de 2012”, afirmou à AFP Jorge Mario Cabrera, porta-voz da Coalizão para os Direitos Humanos de Imigrantes de Los Angeles (CHIRLA) .
No domingo – pelo sexto ano consecutivo – os imigrantes foram convidados às ruas de Los Angeles para pedir a suspensão das deportações e exigir benefícios imigratórios a imigrantes ilegais. Além disso, grupos pacifistas americanos se unirão à marcha para exigir o fim das guerras no Iraque, Afeganistão e Líbia.
O dia 1 de maio, Dia Internacional do Trabalho, não é celebrado nos Estados Unidos.
“Também nos manifestaremos contra as milhares de demissões de trabalhadores ilegais que virão”, disse Cabrera. O porta-voz explicou que tem a informação de que a agência federal da Previdência Social emitirá em breve “milhões de ‘no match letters'”, uma carta que obriga as empresas a comparar documentos de seus empregados com um banco de dados da Previdência Social.
Estas cartas têm por objetivo controlar os trabalhadores ilegais que atuam com um número de seguro social comprado, emprestado ou falso e exige que as empresas demonstrem a autenticidade de sua identificação em um prazo de 30 a 90 dias.
O governo de Obama havia prometido uma reforma migratória em seu primeiro ano de governo, o que não ocorreu. No entanto, embora o governo atual tenha responsabilizado o Congresso, ele é assinalado como uma das administrações que impulsionou com mais ênfase as deportações de imigrantes ilegais.
Os Estados Unidos deportaram em 2010 cerca de 392 mil imigrantes ilegais.
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