27/07/2016 - 8:16
O índice de inadimplência do Santander Brasil, considerando os atrasos acima de 90 dias, reduziu 0,1 ponto porcentual no segundo trimestre, para 3,2% em relação aos três meses anteriores. Em um ano, ficou estável. Apesar disso, o indicador de curto prazo, que considera atrasos entre 15 e 90 dias, piorou 0,7 p.p., passando de 4,8% no primeiro trimestre para 5,5% no segundo.
Na inadimplência de 90 dias, a melhora veio de pessoa física, cujo indicador de atrasos melhorou de 4,7% ao final de março para 4,4% ao término de junho. Na contramão, a pessoa jurídica passou de 2,1% para 2,2%.
Já no índice de curto prazo, o aumento, segundo o banco, decorre de um caso pontual no segmento de grandes empresas e não reflete uma piora generalizada no segmento. Por esta razão, o segmento de pessoa jurídica teve aumento de 1,6 p.p. em doze meses e de 1,2 p.p. em três meses, atingindo 4,2%. Já a inadimplência de pessoa física apresentou alta de 0,1 p.p. em doze meses e melhora de 0,1 p.p. em três meses.
As despesas de provisão para créditos de liquidação duvidosa, as chamadas PDDs, do Santander totalizaram R$ 3,312 bilhões no segundo trimestre, aumento de 11,63% sobre um ano, quando foi de R$ 2,967 bilhões. Em relação aos três meses anteriores, quando estava em R$ 3,028 bilhões, a alta foi de 9,4%.
No primeiro semestre, as despesas com PDDs do Santander foram a R$ 6,341 bilhões, elevação de 14,6% ante os R$ 5,535 bilhões registrados um ano antes. Já o resultado de crédito de liquidação duvidosa, que compreende as receitas obtidas com a recuperação, cresceu 11,0%.
O saldo de PDDs do Santander alcançou R$ 16,546 bilhões ao final de junho, aumento de 9,7% em um ano, quando estava em R$ 15,080 bilhões. Em relação a março, quando somou R$ 16,396 bilhões, subiu 0,9%.
O índice de cobertura do Santander atingiu 209,3% no segundo trimestre, aumento de 24,6 p.p. em doze meses e de 9,2 p.p. em três meses. O indicador, obtido por meio da divisão do saldo de provisão para créditos de liquidação duvidosa, pelo saldo das operações vencidas há mais de 90 dias, segundo o banco, evidencia uma posição “sólida e confortável”.
Despesas gerais
As despesas gerais do Santander Brasil somaram R$ 4,424 bilhões de abril a junho, cifra 2,88% maior que a registrada em um ano, de R$ 4,300 bilhões. Em relação aos três meses anteriores, quando estava em R$ 4,410 bilhões, aumentou 0,3%.
No primeiro semestre, as despesas gerais do Santander foram a R$ 8,834 bilhões, elevação de 5,1% em relação ao montante de um ano antes, de R$ 8,403 bilhões. O aumento, destaca o banco em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, foi inferior à inflação no período.