ATUALIZAÇÃO: A inflação oficial do país, fechou o ano de 2025 a 4,26%, abaixo do teto da meta e das expectativas. Leia aqui a matéria completa.

O IBGE divulga nesta sexta-feira, a partir das 9h, o Índice de Preços ao Consumidor-Amplo (IPCA) – a inflação oficial do país – de dezembro e no acumulado em 2025.

No acumulado em 12 meses até novembro o índice desacelerou a 4,46%, voltando a ficar abaixo do teto da meta contínua — 3% medida pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos — pela primeira vez desde setembro de 2024 (+4,42%).

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A expectativa do mercado, medida pelo Boletim Focus do Banco Central, é que a inflação do país tenha fechado 2025 com alta de 4,31%.

“Vale ressaltar que, embora a inflação tenha apresentado surpresa benigna recente, ela permanecerá distante do centro da meta de 3%. Nossa expectativa é que o início do ciclo de cortes da Selic ocorra apenas em março de 2026, com taxa terminal de 12% ao final do ano”, destacou o Banco Daycoval em relatório.

Para Luciano Costa, economista-chefe da Monte Bravo, o resultado do IPCA deverá manter um quadro benigno para a inflação, com os núcleos, serviços e bens desacelerando em 12 meses. Ele projeta um índice de 4,30% no acumulado no ano de 2025. “O IPCA de dezembro deve registar alta de 0,40%, com a pressão sazonal de alimentos, a reversão da deflação de bens com a saída dos descontos da Black Friday e o aumento de passagens aéreas e do preço da gasolina”, disse.

Para 2026, a projeção atual do mercado é de alta de 4,06%, também abaixo do teto da meta.

Inflação de 2025 deve ser a menor em 6 anos

Confirmada a expectativa, será a inflação anual mais baixa desde 2019: Veja abaixo o resultado dos últimos anos:

  • 2019: 4,31%
  • 2020: 4,52%
  • 2021: 10,06%
  • 2022: 5,79%
  • 2023: 4,62%2400
  • 2024: 4,83%

IPCA fechou acima do teto 3 vezes desde 2020

  • 2010: Dentro da meta (IPCA de 5,91%, teto da meta de 6,50%)
  • 2011: Dentro da meta (IPCA de 6,50%, teto da meta de 6,50%)
  • 2012: Dentro da meta (IPCA de 5,84%, teto da meta de 6,50%)
  • 2013: Dentro da meta (IPCA de 5,91%, teto da meta de 6,50%)
  • 2014: Dentro da meta (IPCA de 6,41%, teto da meta de 6,50%)
  • 2015: Acima do teto (IPCA de 10,67%, teto da meta de 6,50%)
  • 2016: Dentro da meta (IPCA de 6,29%, teto da meta de 6,50%)
  • 2017: Abaixo do piso (IPCA de 2,95%, teto da meta de 6,00%)
  • 2018: Dentro da meta (IPCA de 3,75%, teto da meta de 6,00%)
  • 2019: Dentro da meta (IPCA de 4,31%, teto da meta de 5,75%)
  • 2020: Dentro da meta (IPCA de 4,52%, teto da meta de 5,50%)
  • 2021: Acima do teto (IPCA de 10,06%, teto da meta de 5,25%)
  • 2022: Acima do teto (IPCA de 5,79%, teto da meta de 5,00%)
  • 2023: Dentro da meta (IPCA de 4,62%, teto da meta de 4,75%)
  • 2024: Acima do teto (IPCA de 4,83%, teto da meta de 4,50%)