05/11/2016 - 9:13
A eleição presidencial americana acontecerá este ano no dia 8 de novembro, na terça-feira depois da primeira segunda-feira de novembro, como obriga uma lei de 1845.
Em meados do século XIX, os Estados Unidos eram uma sociedade majoritariamente agrária. Os domingos eram reservados para ir à igreja e as quartas-feiras para o mercado. Considerando que a viagem a cavalo ao local de votação poderia levar um dia, a terça-feira do início de novembro foi a opção escolhida.
Através do voto universal indireto e sem segundo turno, a eleição é realizada nos 50 estados e no Distrito de Columbia (que conta com a cidade de Washington e não faz parte de nenhum estado).
Os eleitores votam pelos candidatos a presidente e vice-presidente, e em função dessa votação popular os candidatos adjudicam em cada estado alguns “grandes eleitores” (delegados ao colégio eleitoral).
No total são 538, e seu número varia de acordo com os estados, em função da população. Cada estado tem tantos delegados quanto congressistas na Câmara de Representantes (proporcional a sua população) e senadores (dois por estado).
Dessa forma, a Califórnia, por exemplo, tem 55, o Texas 38, Nova York 29 e a Flórida 29, e no outro extremo, Vermont, Alasca, Wyoming e Delaware só contam com 3.
Esses grandes eleitores irão escolher depois, no dia 19 de dezembro, de maneira oficial e meramente como uma formalidade, o presidente e o vice-presidente dos Estados Unidos.
Um candidato à Presidência deve obter a maioria absoluta dos 538 grandes eleitores, ou seja 270.
Em todos os estados, menos dois, o candidato que obtiver a maioria dos votos atribui todos os delegados do estado, esquema que elimina automaticamente os candidatos dos partidos pequenos e consolida o atual bipartidarismo de democratas e republicanos.
Em Nebraska e Maine, os delegados são adjudicados de maneira proporcional.
Devido ao esquema de votação, os candidatos concentram sua campanha em uma dúzia de estados que podem se inclinar para um lado ou para outro e influenciar no resultado final, os chamados “estados indecisos”. É inútil perder tempo em estados declaradamente democratas ou republicanos.
Os estados-chave mais importantes, que podem mudar de acordo com o tipo de eleição e com o ano, são aqueles com grande número de eleitores, como a Flórida (29), Pensilvânia (20) ou Ohio (18). Mas os pequenos também podem influenciar e não devem ser ignorados.
Além do sucessor de Barack Obama, os americanos irão às urnas em 8 de novembro para renovar toda a Câmara de Representantes e um terço do Senado. Votarão também para governador em 12 estados e em inúmeras propostas e cargos locais.