Avenda de banners, já está claro, mostrou que não é capaz de segurar os negócios na Internet. Mas quando as peças de publicidade virtuais vêm acompanhadas de chamadas em rádio e anúncio em revista, a receita pode dar certo. Essa é a política do site de entretenimento Virgula.com.br, há três meses no ar. Por trás de piadas, mulheres nuas e música, esconde-se um negócio que consumiu até agora cerca de R$ 4 milhões e aparece no ranking do IVC como o site de entretenimento mais visitado da Internet brasileira, com 40 milhões de cliques no mês de junho. A empresa é pontocom, mas a base está montada em outra mídia: o rádio. Os sócios do Virgula ? Luís André Calainho e Antônio Augusto Amaral, o Tutinha ? controlam a Jovem Pan e uma penca de outros negócios para o público jovem, incluindo uma revista com tiragem de 100 mil exemplares. ?Nosso poder de marketing é ad aeternum e os custos são muito baixos. Podemos fazer permutas que ficariam uma fortuna para outras empresas?, diz Calainho, diretor do site.

No próximo mês, a empresa pretende se lançar como provedor de acesso à Internet, em parceria com outro portal. O serviço pago dará direito a áreas de conteúdo exclusivo ? sempre voltado para jovens. Aliás, essa é a principal bandeira para atrair os anunciantes. Quando fala sobre o potencial do site, Calainho remete aos números da rede Jovem Pan: ?Nosso público inclui 17 milhões de jovens, sendo 46% das classes A e B?. A aposta no rádio é muito forte. Quando um novo serviço ou informação aparece no site, os
locutores da Jovem Pan são automaticamente acionados. ?O rádio
é um veículo off-line, mas é praticamente 100% ao vivo. Funciona bem com a Internet?, resume o diretor do Virgula. A venda de pacotes publicitários, também conhecidos como cross media,
atraiu o Speedy, da Telefonica. O serviço de banda larga foi o patrocinador do canal Nutícias, em que as repórteres vão
tirando a roupa à medida em que avançam no noticiário. Além
do banner junto às ?repórteres?, o Speedy ganhou duas páginas
na Revista Jovem Pan e inserções nas rádios do grupo. ?O anunciante quer um pé no mundo real?, explica Calainho. Ele
garante que a receita paga as despesas, mas que o lucro mesmo
só deve aparecer com o lançamento do provedor e da Virgula
Store, com um novo parceiro em comércio eletrônico.