A Bovespa iniciou a sessão desta segunda-feira , 17, em queda, em linha com o comportamento dos mercados acionários internacionais, mas pouco após a abertura dos negócios em Nova York o índice à vista migrou para o positivo, refletindo a entrada dos investidores estrangeiros no mercado doméstico. Já no exterior, a piora dos mercados na última hora está ligada à divulgação de um dado ruim pelo Federal Reserve de Nova York, o que resultou na perda de força do dólar lá fora.

Às 10h35, o Ibovespa tinha alta de 0,11%, aos 47.558,64 pontos, enquanto o S&P 500 exibia queda de 0,73%, o Dow Jones perdia 0,54% e o Nasdaq tinha declínio de 0,47%. Internamente, o Ibovespa é pressionado principalmente pelas perdas das ações de Petrobras, mas o setor financeiro se recupera, em uma segunda-feira de agenda mais fraca. Mas é importante lembrar que hoje é dia de vencimento de opções sobre ações, o que pode provocar oscilações técnicas ao longo da manhã.

As manifestações de domingo, 16, em todo o País contra o governo não chegam a ter forte impacto sobre os ativos domésticos, embora somam-se ao quadro de incertezas em torno da política interna. Apesar de divergentes, os números apontam que a mobilização foi menor do que em 15 de março. Nas contas da Polícia Militar, os atos de domingo contabilizaram cerca de 790 mil pessoas, em 149 cidades de todos os Estados do País e mais o Distrito Federal. A avaliação do governo é a de que tudo ocorreu “dentro da normalidade democrática”.

No exterior, o destaque da última hora foi o índice Empire State de atividade industrial da região de Nova York, medido pelo Federal Reserve local, que caiu para -14,92 em agosto, de 3,86 em julho, contrariando a previsão dos economistas de alta para 4,5. A leitura recuou para o patamar mais baixo desde 2009. Em tese, o dado diminuiria a chance de início da alta de juros em setembro nos Estados Unidos, disse um operador.