13/10/2015 - 9:10
Os investigadores internacionais concluíram que o voo MH17 foi derrubado em 17 de julho de 2014 por um míssil BUK de fabricação russa disparado de uma área da região leste da Ucrânia controlada pelos separatistas pró-Rússia.
“O voo MH17 caiu em consequência do impacto de um míssil fora do avião, contra a parte esquerda da cabine do piloto”, declarou o diretor do Escritório de Segurança da Holanda (OVV), Tjibbe Joustra, durante coletiva de imprensa.
“Este míssil corresponde ao tipo de mísseis instalados nos sistemas de mísseis terra-ar BUK”.
Segundo os investigadores, o governo de Kiev deveria ter fechado seu espaço aéreo sobre o leste da Ucrânia, cenário do conflito entre o exército e os rebeldes pró-russos, onde o avião com 298 passageiros a bordo caiu.
“Chegamos à conclusão de que havia motivos suficientes para que as autoridades ucranianas fechassem por precaução o espaço aéreo sobre o leste do país”, assegurou Joustra.
O relatório, que teve trechos antecipados pela imprensa local, inclui mapas do local da catástrofe, campos próximos à localidade ucraniana de Grabove, na região de Donetsk, área da queda dos destroços do avião.
A zona, controlada atualmente pelos rebeldes pró-Rússia, era cenário de combates entre as forças de Kiev e os separatistas em julho de 2014.
A investigação refutou as declarações de Moscou de que o avião foi derrubado por um míssil lançado pelas tropas ucranianas, segundo o Volskrant.
O OVV, que coordenou uma equipe internacional, destaca que sua missão não era determinar quem apertou o gatilho, já que esta parte deverá ser elucidada por uma investigação penal holandesa.
Mas duas fontes afirmaram ao jornal holandês que que “os mísseis BUK são produzidos na Rússia”.
“É possível supor que os rebeldes não seriam capazes de utilizar este tipo de artefato. Suspeito do envolvimento de ex-oficiais militares russos”, disse uma das fontes ao jornal Volskrant.
O primeiro-ministro ucraniano, Arseni Yatseniuk, por sua vez, afirmou que a catástrofe com o MH17 foi resultado de “uma operação dos serviços secretos russos”.
“Não tenho dúvidas sobre o fato de que foi uma operação planejada pelos serviços secretos russos para abater um avião”, declarou Yatseniuk.