Os investimentos no Tesouro Direto somaram R$ 14,79 bilhões em março, o maior valor da série histórica, informou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira, 27. Os resgates atingiram R$ 11,01 bilhões, resultando em emissão líquida de R$ 3,78 bilhões.

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Segundo o balanço, o estoque do Tesouro Direto fechou o mês passado em R$ 234,4 bilhões, alta de 3,3% frente a fevereiro e de 42,0% em relação a março de 2025.

Títulos mais buscados

O tipo de papel mais procurado pelos investidores em março foi o de títulos indexados à taxa Selic (Tesouro Selic e Tesouro Reserva), que somou R$ 7,8 bilhões e correspondeu a 52,7% das vendas.

Os títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, Tesouro RendA+ e Tesouro Educa+) totalizaram, em vendas, R$ 4,8 bilhões (32,1% do total), enquanto os títulos prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais) totalizaram R$ 2,2 bilhões em vendas (15,1% do total).

Nas recompras (resgates antecipados), predominaram os títulos indexados à taxa Selic, que somaram R$ 2,7 bilhões (69,3%). Os títulos remunerados por índices de preços totalizaram R$ 823,7 milhões (21,1%), e os prefixados, R$ 377,1 milhões (9,6%).

Quanto ao perfil de vencimento dos títulos, a maior fatia (47,4%) tem vencimento de 1 a 5 anos. A parcela dos investimentos em estoque com vencimento em até 1 ano é de 14,4% e o montante acima de 5 anos soma 38,2%.

Veja aqui a rentabilidade dos títulos negociados pelo Tesouro Direto.

Mais de 3,4 milhões de investidores

Base de Investidores
O total de investidores ativos no Tesouro Direto, isto é, aqueles que atualmente estão com saldo em aplicações no Tesouro Direto, somou 3.418.225 pessoas, uma redução de 38.986 investidores no mês, resultado do expressivo vencimento de títulos ocorrido no mês. Em 12 meses, no entanto, o aumento no número de investidores ativos foi de 16%.

Com informações da Agência Estado