10/02/2026 - 9:43
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro ficou em 0,33%, exatamente a mesma variação registrada em dezembro de 2025. No acumulados dos últimos doze meses, porém, o indicador avançou para 4,44%, acima dos 4,26% dos 12 meses até dezembro.
Segundo os dados divulgados nesta terça-feira, 10, pelo IBGE, O grupo Transportes, com 0,6% de variação, foi o que teve maior impacto na inflação no mês passado (0,12 ponto porcentual). Já o grupo Comunicação teve a maior variação (0,82%). Dois grupos tiveram variação negativa: Habitação (-0,11%) e Vestuário (-0,25%).
Dentro do grupo Transportes, o destaque de alta foi a gasolina (2,06%), principal impacto individual no resultado do mês (0,10 ponto porcentual). A variação dos demais combustíveis foi: etanol (3,44%), óleo diesel (0,52%) e gás veicular (0,20%). Houve ainda uma alta de 1,87% nas passagens do metrô – em razão da variação de 3,83% em Brasília, por conta das gratuidades aos domingos e feriados, e do reajuste de 3,85% em São Paulo (2,89%), a partir de 06 de janeiro.
No grupo Comunicação, de acordo com o IBGE, destacou-se em janeiro a alta nos aparelhos telefônicos (2,61%) e reajuste em planos com influência nos itens TV por assinatura (1,34%) e combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,76%).
O grupo Saúde e Cuidados Pessoais registrou alta de 0,7% no mês passado, com destaque para os artigos de higiene pessoal (1,20%) e o plano de saúde (0,49%).
Já o grupo Alimentação e Bebidas desacelerou na passagem de dezembro (0,27%) para janeiro (0,23%). “A alimentação no domicílio registrou variação de 0,10%, ante o 0,14% do mês anterior, com influência das quedas do leite longa vida (-5,59%) e do ovo de galinha (-4,48%). No lado das altas, os destaques são o tomate (20,52%) e as carnes (0,84%), principalmente o contrafilé (1,86%) e a alcatra (1,61%)”, diz a nota do IBGE.
A queda de 0,11% no grupo Habitação, por sua vez, se deu principalmente por conta da redução de 2,73% na energia elétrica residencial. “Em dezembro estava em vigor a bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos. Já em janeiro, a bandeira vigente era a verde, sem custo adicional para os consumidores”, lembra o instituto. “Adicionalmente, há o efeito do reajuste tarifário de 10,48% em Rio Branco (5,34%) a partir de 13 de dezembro.”