16/11/2001 - 8:00
O mundo colocou o pé no freio. Mas a tensão pós-atentados está longe de estremecer os negócios das empresas israelenses. Preparadas para o clima de guerra, as companhias mantém seus planos de expansão e procuram países imunes ao impasse com o mulçumanos. O Brasil é alvo certo. ?A tendência é de expansão dos negócios no País?, afirma Alon Alexander, consul de Israel para assuntos econômicos. Hoje, essas companhias movimentam US$ 500 milhões. A maior parte desse montante está nas áreas de telecomunicações, informática e defesa. Agora, elas apostam em agricultura, finanças, energia e química. Na esteira dos negócios mais recentes estão a compra da café Três Corações pela Elite Foods e a abertura da fábrica de equipamentos de irrigação da Netafim. Entre os recém-chegados está a consultoria Sagy, especializada na negociações de dívidas de empresas privadas. Outro exemplo é o da Teva. A empresa se uniu a brasileira Biosintética para produzir medicamentos genéricos. ?A parceria foi vital para alavancar as vendas?, diz o vice-presidente da Biosintética, Omilton Visconde.