O principal acusado israelense pelo assassinato de um adolescente palestino queimado vivo em 2014 foi declarado mentalmente são e terá condições de ser julgado, anunciou um advogado da família da vítima.

Yosef Haim Ben David, de 31 anos, é considerado o principal nome por trás do sequestro e assassinato de Mohamed Abu Jdeir, de 16 anos, em 2 de julho de 2014 em Jerusalém Oriental.

Dois cúmplices israelenses, menores no momento do crime, foram condenados no dia 4 de fevereiro, um à prisão perpétua e o outro a 21 anos de prisão.

O crime contribuiu para a escalada da tensão que resultou na guerra de Gaza, entre julho e agosto de 2014, e marcou profundamente a opinião pública palestina.

A decisão do tribunal contra o líder do grupo é aguardada em um momento que registra uma nova onda de violência entre israelenses e palestinos.

Depois de um julgamento de vários meses, o tribunal surpreendeu a todos ao decidir não pronunciar-se sobre a responsabilidade de Ben David antes de um exame de sua saúde mental.

O psiquiatra responsável pela avaliação “concluiu que o acusado número um mentiu sobre seu estado mental para evitar ser julgado e enviou o relatório ao tribunal”, disse à AFP o advogado da família da vítima, Mohamad Jbara.

Os advogados de Ben David afirmaram que ele se acreditava o “messias” e não poderia ser considerado penalmente responsável.