02/01/2026 - 12:50
Em 2025, a liderança do valor de mercado na bolsa brasileira mudou de mãos: o Itaú Unibanco encerrou o ano no topo da B3, superando a Petrobras. Os dados foram levantados pela consultoria Elos Ayta.
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Há registro anterior desse movimento. Em março de 2020, durante a crise sanitária, o Itaú chegou a ocupar a primeira posição por um período curto, em meio a oscilações amplas de preços. A diferença agora está na duração: ao longo de 2025, a troca de posições se manteve por vários meses.
Os dados do ano mostram essa alternância com frequência. Em 17 pregões, o Itaú ficou à frente da Petrobras em valor de mercado. Nos quatro últimos dias de negociação do calendário, o banco fechou como a empresa mais avaliada da bolsa, o que confirmou a virada no fechamento de dezembro.

A evolução ao longo do ano ajuda a entender o desfecho. Entre janeiro e dezembro, o Itaú Unibanco somou R$ 135,1 bilhões ao seu valor de mercado. No mesmo intervalo, a Petrobras teve redução de R$ 80,1 bilhões. As trajetórias seguiram caminhos distintos, influenciadas por fatores próprios de cada negócio, como variação do petróleo, decisões sobre dividendos e questões institucionais no caso da estatal.
Os pontos de máximo também ocorreram em momentos diferentes. O Itaú alcançou seu maior valor em 4 de dezembro, com R$ 443,2 bilhões. Até o encerramento do ano, houve redução de R$ 26,8 bilhões. A Petrobras atingiu o pico em 20 de fevereiro, ao chegar a R$ 526,0 bilhões, e perdeu R$ 115,7 bilhões a partir daí até o fim de dezembro.
Além da disputa pelo primeiro lugar, o ranking da B3 teve outras mudanças relevantes. O BTG Pactual avançou da sétima posição no fim de 2024 para o terceiro lugar em 2025. O banco fechou o ano avaliado em R$ 322,7 bilhões, após acrescentar R$ 189,1 bilhões em doze meses.
A Vale permaneceu entre as principais empresas da bolsa, mas terminou 2025 na quarta colocação, com valor de mercado de R$ 307,2 bilhões. Em relação ao ranking anterior, houve perda de uma posição, em um período de recuperação parcial das commodities metálicas e ajustes nas decisões dos investidores.
Entre as dez empresas com maior valor de mercado ao final de 2025, apenas duas apresentaram queda no ano. Além da Petrobras, a WEG também registrou recuo. A empresa industrial saiu da quarta posição em 2024 para a sexta em 2025, após redução de R$ 17,8 bilhões em valor de mercado, em um contexto de revisão de expectativas.

O grupo das dez maiores também passou a contar com a Axia Energia, antiga Eletrobras. A companhia encerrou 2025 na oitava posição, avaliada em R$ 144,1 bilhões. Em comparação com o fim de 2024, o aumento foi de R$ 66,3 bilhões, movimento que retirou o Banco do Brasil do grupo.
O Banco do Brasil fechou o ano na 11ª colocação, com valor de mercado de R$ 123,1 bilhões, após queda de R$ 12,8 bilhões em 2025. O resultado reflete a disputa no setor financeiro e a forma como o mercado diferencia estratégias, retorno e perspectivas.
Ao final de 2025, o ranking das maiores empresas da B3 mostra uma bolsa com menor concentração em estatais e maior presença de instituições financeiras privadas. Itaú Unibanco, Petrobras e BTG Pactual lideram um conjunto que reúne bancos, mineração, consumo e energia, o que evidencia a variedade de setores representados no mercado de capitais do país.
