16/04/2014 - 14:49
O discurso do Banco Central e a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom)indicam o final de ciclo de aumento dos juros, de acordo com o economista chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn. A autoridade tem demonstrado, conforme ele, que já fez o que era necessário em termos de aumento dos juros e que agora é preciso aguardar os efeitos. “Esperamos que os juros fiquem em 11% ou subam no máximo para 11,25%”, afirmou o economista, em conversa com jornalistas, após participar de evento do BBA sobre macroeconomia. Ele prevê que o BC deva retomar o ciclo de aumento da taxa básica no ano que vem, em meio a ajustes que devem ocorrer em 2015. Entre eles, Goldfajn citou mudanças no câmbio e nas despesas administradas, que deverão ser ajustadas. “Parte das despesas administradas serão ajustadas no primeiro ano do próximo governo”, disse, citando ainda um possível reajuste da gasolina ou algum aumento da tarifa de energia elétrica. O economista-chefe do Itaú afirmou que algum ajuste vai ocorrer para não virar inflação. “Para não virar uma bola, um círculo vicioso, o Banco Central terá de aumentar juros em 2015”, frisou ele. De acordo com Goldfajn, o governo também terá que fazer um esforço para evitar que a inflação suba e levá-la ao centro da meta.