A principal estratégia do Ministério de Turismo, em parceria com a Secretaria de Turismo do Rio de Janeiro, aproveitando a realização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) – entre os dias 23 e 28 de julho, é contribuir para a promoção do turismo religioso no Estado e no País. Uma das iniciativas é apoiar a ExpoCatólica que receberá entre 50 e 60 mil visitantes durante a JMJ. O ministério investiu R$ 1,4 milhão no evento.

 

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Ronald Azaro, secretário de turismo do Rio de Janeiro

 

Anualmente, o segmento religioso tem o potencial de atrair cerca de 15 milhões de turistas. Ronald Ázaro, secretário de turismo do Rio de Janeiro, destaca que o Brasil é um País de diversidade e que tem potencial para explorar melhor seus destinos religiosos. 

 

Em entrevista à DINHEIRO, Ázaro fala sobre as expectativas do que a JMJ pode gerar de visibilidade aos roteiros nacionais e a importância deste tipo de evento para preparar a estrutura de turismos da cidade. 

 

DINHEIRO – A visibilidade para o turismo religioso será o principal retorno da JMJ para o Rio?


Ronald Azaro ? O estado do Rio de Janeiro vem investindo em turismo religioso em função da importância deste segmento. Em países como Israel, por exemplo, você tem parte relevante do PIB destinado a essa modalidade. O Brasil tem muito a oferecer neste sentido, somos um país com uma diversidade enorme. Por meio da Expocatólica, pretendemos mostrar o potencial religioso do Brasil. 

 

Mas é possível comparar os jovens que vêm agora e os turistas convencionais?

 

O perfil do público que vem para a JMJ é diferente, por isso eles são chamados de peregrinos e não de turistas. Eles não gastam tanto, é um público de poder aquisitivo menor. Eles estão aqui com uma missão ecumênica, mas as nem por isso você deixa de ter opções. Tivemos, por exemplo, nesses dias que antecederam a jornada, muita procura no Mercado Saara, onde se encontram produtos mais baratos. 

 

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ExpoCatólica pretende dar visibilidade ao turismo religioso no País

 

Quais são os benefícios que o evento pode trazer futuramente?

 

Eu acredito que é um investimento em longo prazo. Daqui a cinco, seis anos, esses jovens vão retornar com suas famílias. Isso é muito comum, a primeira vez que fui a Madrid, onde aconteceu a última JMJ, presenciei muitas pessoas que estavam indo pela segunda vez com a família. Gente que contava as experiências anteriores. Eu acredito que esse investimento de agora vai ajudar muito no futuro do turismo do Estado. Fizemos uma pesquisa durante a Copa das Confederações e identificamos que 68% dos turistas que vieram de fora não ficavam somente no Rio de Janeiro, esgotavam os pontos turísticos e iam para outros municípios. 

 

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Até que ponto as manifestações recentes no Rio preocuparam vocês?

 

Nossa preocupação com as manifestações está mais no sentido de como elas serão interpretadas pelas pessoas que veem de fora. Na Copa das Confederações fizemos uma pesquisa com os estrangeiros e percebemos que eles identificavam os protestos como algo bom, saudável e democrático. Mas ai você começa ter um quadro de violência que não é bom e acaba ganhando mais espaço do que as manifestações. 

 

Quais as ações que estão sendo tomadas em relação à imagem do Rio?

 

Como precaução preparamos bem antes uma pesquisa para que, quando os estrangeiros cheguarem ao Rio, identifiquem de que maneira as manifestações podem ter impacto na estadia deles por aqui. 

 

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