22/10/2026 - 10:49
O JPMorgan rebaixou a recomendação da Ultrapar (UGPA3) de compra para neutra e manteve a classificação overweight, equivalente à compra, para a Vibra Energia (VBBR3). Para o banco, a valorização recente tornou a relação entre risco e retorno menos atraente na Ultrapar, enquanto a Vibra ainda oferece uma combinação mais favorável de preço e geração de caixa.
A revisão ocorre em um ambiente de margens saudáveis para as distribuidoras de combustíveis. As restrições geopolíticas à oferta global favoreceram a rentabilidade em 2026, ampliando a capacidade de reduzir dívidas e remunerar acionistas.
Ultrapar tem recomendação neutra e preço-alvo de R$ 42,50
O preço-alvo do JPMorgan para a Ultrapar é de R$ 42,50. O banco mantém uma avaliação positiva da execução operacional da companhia, mas considera que uma parcela significativa da melhora dos resultados já está incorporada à cotação.
As ações da Ultrapar acumulam alta de 91% em 2026, conforme os dados apresentados no material. Após esse movimento, o JPMorgan vê menos espaço para expansão dos múltiplos de negociação e revisões positivas das estimativas de lucro.
A Ipiranga foi beneficiada pelo avanço das margens e pela melhora do ambiente competitivo. A Ultragaz contribuiu para os resultados, especialmente diante da menor pressão regulatória.
Esse desempenho fortaleceu a geração de caixa e permitiu uma rápida redução do endividamento, acompanhada de maiores retornos aos acionistas.
Avaliação da Ultrapar limita potencial de novas revisões
A projeção de lucro líquido do JPMorgan para a Ultrapar está alinhada ao consenso da Bloomberg. Na leitura do banco, isso limita o espaço para revisões relevantes das estimativas.
O relatório aponta como riscos à avaliação a possibilidade de as margens permanecerem significativamente elevadas por mais tempo do que o esperado e as futuras decisões de alocação de capital.
Vibra mantém recomendação de compra e preço-alvo de R$ 44,50
Para a Vibra, o JPMorgan reiterou preço-alvo de R$ 44,50. A companhia permanece como a ação preferida do banco no setor de distribuição de combustíveis.
A tese combina uma avaliação mais atraente das ações com oportunidades de melhora operacional. O banco entende que a empresa ainda pode capturar ganhos financeiros enquanto se beneficia das condições favoráveis do mercado.
A geração de caixa é outro componente central. Na avaliação do JPMorgan, ela pode fortalecer o balanço e abrir espaço para uma remuneração maior aos acionistas ao longo do tempo.
Redução da dívida reforça tese para a Vibra
O JPMorgan projeta que a alavancagem da Vibra permaneça superior à da Ultrapar até o fim de 2027, embora a companhia tenha potencial para continuar reduzindo o endividamento.
Em um cenário de queda adicional dos juros de longo prazo, a Vibra poderia se beneficiar mais da transferência de valor da dívida para o patrimônio dos acionistas, conforme a análise do banco.
O relatório destaca ainda a Nova Futura (Inpasa) como possível fonte de suporte às ações. A acionista ampliou recentemente sua participação na Vibra e anunciou novas parcerias.
Para o JPMorgan, as margens do setor devem permanecer saudáveis. A diferença entre as recomendações reflete quanto desse cenário favorável já está incorporado ao preço de cada ação.
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