14/09/2016 - 6:25
O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou nesta quarta-feira que a UE precisa de “um quartel-general único” em termos de defesa e fez um apelo aos países do bloco a seguir o caminho de uma força conjunta europeia, em seu discurso anual na Eurocâmara.
“Sem estrutura permanente, não podemos atuar com eficácia. Será necessário ter um quartel-general único na UE (…) e seguirmos para recursos militares comuns e complementares à Otan”, disse Juncker.
“Uma defesa europeia maior não significa menos solidariedade transatlântica”, destacou o presidente do Executivo europeu. Dos 28 países da UE, 22 são membros da Otan.
A chefa da diplomacia europeia, Federica Mogherini, é a principal defensora, com sua Estratégia Global, de mais investimentos nas áreas de segurança e defesa para “enfrentar as crises externas e garantir a segurança da Europa”.
Apesar de ter descartado no início do mês um exército comum em um futuro próximo, Mogherini defendeu em uma entrevista recente ao jornal La Repubblica a criação de uma quartel-general civil e militar comum europeu em Bruxelas, que também é sede da Otan.
A questão da segurança deve centrar a reunião de sexta-feira dos 27 governantes europeus em Bratislava, sem a presença da primeira-ministra britânica Theresa May, para refletir sobre o futuro da Europa.
A saída do Reino Unido representa a ausência de uma das principais potências nucleares e militares da UE, mas também de um dos países mais reticentes a avançar na ideia de um exército comum.
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