16/05/2011 - 3:58
O chefe dos ministros das Finanças da zona do euro, Jean-Claude Juncker, se declarou, esta segunda-feira, “profundamente triste” e “decepcionado” com o indiciamento do diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, por crimes sexuais, e criticou os países que lançaram o debate sobre a sucessão do chefe do Fundo.
“Estou triste e decepcionado”, disse Juncker durante entrevista coletiva que se seguiu a uma reunião ministerial em Bruxelas, lembrando que Dominique Strauss-Kahn é “um bom amigo”.
“Não gostei das imagens que vi na televisão esta manhã”, destacou, em alusão ao momento em que o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional foi algemado pela polícia de Nova York.
“Strauss-Kahn está nas mãos da justiça americana, não somos nós que devemos fazer comentários sobre isso, mas isto me deixa profundamente, profundamente triste”, acrescentou Juncker.
Ao mesmo tempo, criticou com veemência os representantes políticos europeus que começaram a discutir a sucessão de Strauss-Kahn à frente do FMI sem esperar o fim do processo, no qual foi indiciado por tentativa de estupro.
Dominique Strauss-Kahn está detido até sua próxima audiência sobre as acusações de agressão sexual e tentativa de estupro.
A ata de acusação fornecida pela corte penal de Nova York traz sete acusações contra o diretor-gerente: duas por cometer ato sexual criminoso, uma de tentativa de estupro, uma de cárcere privado, duas de abuso sexual e uma de manipulação sem consentimento.
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