30/08/2026 - 16:33
Efeito estatístico do Banco Central distorce o teto legal sobre a dívida.
A taxa média cobrada no rotativo do cartão de crédito cedeu para 436,2% ao ano em julho. O recuo consolida um cenário onde a métrica oficial diverge da alavancagem real permitida no mercado.
O teto legal em vigor desde 2024 determina que os encargos da modalidade não podem ultrapassar 100% do principal da dívida. A metodologia da autoridade monetária para a série histórica, projeta o custo mensal das instituições financeiras para uma janela de doze meses. O formato sugere na teoria um descumprimento da regra. Na operação real de crédito o cliente costuma permanecer no limite por frações de tempo muito menores.
O juro total do cartão de crédito recuou para 91,6%, englobando o volume financeiro do rotativo e do parcelado.
O Banco Central optou por não alterar a atual metodologia de cálculo. O órgão utiliza essa extrapolação técnica das taxas como referência direta para medir a velocidade de repasse de juros no sistema como um todo.
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