29/12/2014 - 10:24
O mercado de juros futuros iniciou a última semana de 2014 em ritmo lento, com as taxas perto da estabilidade e volume fraco. Os investidores monitoram o dólar e digerem o noticiário envolvendo a política fiscal do governo Dilma Rousseff.
A moeda dos EUA valia R$ 2,6770 às 9h47, estável, na máxima do dia até então. No mesmo horário, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2016 tinha taxa de 12,95%, igual ao ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2017 apontava 12,93%, também nivelado ao ajuste anterior.
Na manhã desta segunda-feira, 29, o Tesouro Nacional informou que as contas da presidente Dilma permaneceram no vermelho em novembro. O chamado Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) apresentou déficit de R$ 6,711 bilhões – o pior resultado para o mês da série histórica do Tesouro Nacional , que começou em 1997.
O resultado veio bem pior que a mediana das expectativas, mas dentro do intervalo previsões do mercado, de déficit primário de R$ 8,000 bilhões a um superávit de R$ 2,300 bilhões em novembro, conforme levantamento AE Projeções. Com base neste intervalo, a mediana calculada atingiu valor zero.
Já para o resultado do setor público consolidado, que o Banco Central apresenta às 10h30, as estimativas variam de -R$ 8,7 bilhões a +R$ 4 bilhões (mediana de -R$ 1 bilhão).
Em relação à inflação, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 0,62% em dezembro, divulgou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado veio abaixo do registrado em novembro, quando o indicador avançou 0,98%, e do intervalo das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções (0,64% a 0,83%, com mediana de 0,68%).
No boletim Focus, a mediana das projeções para o IPCA de 2015 diminuiu levemente, de 6,54% para 6,53%, mas ainda está acima do teto da meta (6,5%).