28/04/2015 - 9:53
Os juros futuros mais longos vão na esteira do dólar, que cai ante o real nesta manhã, e são influenciados ainda pelo aumento da taxa de desemprego em março. Já as taxas mais curtas estão praticamente estáveis, com a curva mantendo a precificação de uma alta da Selic de 0,50 ponto porcentual da Selic, para 13,25%, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa nesta terça-feira, 28, com decisão anunciada na quarta-feira, 29.
Às 9h31, o DI para janeiro de 2017 tinha taxa de 13,20%, de 13,25% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 tinha taxa de 12,53%, de 12,56% no ajuste de ontem. o dólar à vista no balcão caía 0,45%, a R$ 2,9060.
A taxa de desemprego apurada nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil ficou em 6,2% em março, ante 5,9% em fevereiro, segundo o IBGE, a maior taxa desde maio de 2011, quando ficou em 6,4%. O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas (5,80% a 6,50%), mas acima da mediana projetada, de 6,10%. O rendimento médio real dos trabalhadores caiu 2,8% em março ante fevereiro e recuou 3% na comparação anual.
A economista-chefe da Rosenberg Associados, Thais Zara, disse há pouco ao Broadcast que a queda da renda é “péssima notícia em termos de atividade econômica, mas, ao mesmo tempo, boa notícia em termos de inflação para o ano que vem”.