15/05/2015 - 18:05
O recuo do dólar no Brasil, na maior parte do dia, somado à baixa dos yields dos Treasuries, pesou sobre as taxas dos contratos futuros de juros, que cederam na ponta mais longa hoje. As taxas curtas, no entanto, terminaram próximas dos ajustes de quinta-feira, 14.
No fim da sessão regular, a taxa do contrato futuro de juros para janeiro de 2016 marcou 13,76%, ante 13,78% de ontem; o DI para janeiro de 2017 ficou com taxa de 13,39%, ante 13,46%. Já o contrato para janeiro de 2021 marcou 12,50%, ante 12,61%.
O dólar fechou pelo segundo dia consecutivo abaixo dos R$ 3,00, tendo recuado durante a maior parte da sessão. A moeda americana chegou a subir no início do dia, à espera de dados importantes nos EUA. Mas quando os números saíram, piores que o esperado, o dólar perdeu força ao redor do mundo e, no Brasil, saltou para o terreno negativo. No fim, porém, desacelerou novamente e terminou no mesmo nível de ontem, aos R$ 2,9960 no balcão.
Se por um lado os investidores em renda fixa reagiram a estes movimentos do dólar e ao recuo dos yields dos Treasuries, por outro eles praticamente ignoraram o único dado de inflação no dia, o IGP-10. O indicador da FGV mostrou alta de 0,52% em maio, numa desaceleração ante os 1,27% de abril. No ano, acumula 3,52% e, em 12 meses, 3,86%.
À tarde, destaque para a divulgação do Boletim Regional do Banco Central. O documento deu conta, entre outras coisas, de que o índice de Atividade Econômica do Banco Central – Sudeste (IBCR-SE) desacelerou para 0,2% no trimestre encerrado em fevereiro deste ano, em comparação ao período de três meses finalizado em novembro, quando a alta havia sido de 0,7%.
No evento de divulgação, o diretor de Política Econômica, Luiz Awazu, afirmou que a política monetária deve seguir vigilante para assegurar convergência da inflação a 4,5%. Segundo ele, 2015 é um ano de transição e é objetivo do governo circunscrever impacto do ajuste dos administrados a este ano. Awazu disse ainda que o País deve se preparar para a normalização das condições monetárias nos EUA e que os sinais de melhora por lá estão sendo acompanhados com atenção.
Para os investidores, ficou a percepção de que Awazu reafirma o conteúdo da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e reforça a expectativa de que, no início de junho, a Selic subirá mais 0,50 ponto porcentual, para 13,75% ao ano.