20/05/2015 - 18:40
Os juros futuros fecharam nesta quarta-feira, 20, em queda, definida principalmente após a divulgação da ata do Federal Reserve, quando o dólar e as taxas dos Treasuries ampliaram o movimento de baixa. Na leitura do mercado, a ata manteve a percepção de que o Fed ainda não sabe quando começará a alta de juros nos EUA.
Ao término da sessão regular, o DI janeiro de 2016 estava em 13,77% (mínima), de 13,83% no ajuste de ontem; o DI janeiro de 2017, em 13,34% (mínima), de 13,47% ontem; e o DI janeiro de 2021 recuou de 12,58% para 12,47%. A T-Note de dez anos projetava 2,255%, de 2,288% no final da tarde de ontem. O dólar à vista no balcão encerrou em R$ 3,005 (-1,12%), renovando as mínimas depois de conhecida a ata.
Pela manhã, o mercado seguiu com as operações de inclinação da curva vistas recentemente, que deixaram as taxas curtas presas aos ajustes anteriores e as médias e longas, mais baixas, ainda reverberando o discurso do Banco Central de que seguirá vigilante para colocar a inflação no centro da meta de 4,5% em 2016 e diante do recuo dos juros dos Treasuries. Após a ata, as taxas ganharam fôlego extra de baixa na BM&FBovespa, na esteira da aceleração da queda do dólar e do rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano, com alguns dos principais contratos encerrando nos níveis mais baixos do dia.
Segundo a ata, os dirigentes do Fed podem não estar prontos para aumentar os juros em junho, embora a possibilidade não tenha sido descartada. Eles afirmaram que as projeções do BC para o crescimento do PIB e a inflação corriam o risco de um ajuste para baixo. Essa avaliação representa certa piora em comparação com a ata de março, quando era usada apenas a expressão segundo a qual as projeções estavam “inclinadas um pouco para baixo”.