Fatores domésticos impuseram alta aos contratos de juros futuros nesta quinta-feira, 25, refletindo a divulgação de novos dados ruins da economia, da notícia de um pedido de habeas corpus preventivo para o ex-presidente Lula na Operação Lava Jato e da aprovação, ontem, de uma emenda na Câmara que estende a regra de valorização do salário mínimo para todos os benefícios da Previdência.

Ao término da sessão regular, o DI janeiro de 2016 subia de 14,23% para 14,29% e o DI janeiro de 2017, de 13,94% para 14,06%. O DI janeiro de 2021 fechou em 12,82%, ante 12,66% no ajuste anterior.

No final da manhã, as taxas bateram as máximas, na esteira da notícia de que um habeas corpus preventivo a favor de Lula havia sido pedido, mas desaceleraram ao longo da tarde, na medida em que o caso ia sendo esclarecido. O pedido havia sido feito pelo consultor Maurício Ramos Thomas, de Campinas (SP), que argumentava que Lula estaria na iminência de ser preso no âmbito da Lava Jato. O desembargador João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, negou o habeas corpus, classificando-o como um “aventura jurídica” e dizendo que a medida “expôs” o ex-presidente.

Do lado macroeconômico, pela manhã saíram dados ruins da economia que elevam o temor dos investidores sobre um rebaixamento da nota soberana do Brasil, às vésperas da visita de membros da agência de classificação de risco Moody’s ao País. A taxa de desemprego avançou atipicamente em maio, para 6,70%, a maior para o mês desde 2010, quando ficou em 7,5%, e a arrecadação federal somou R$ 91,5 bilhões, a menor para o mês desde 2010.

Além disso, ontem a Câmara aprovou emenda que estende a regra de valorização mínimo para todos os benefícios da Previdência Social. Se aprovada a medida, o impacto neste ano será de R$ 4,6 bilhões. A esperança do Executivo é que a emenda, que pode abalar o ajuste fiscal, seja derrubada quando houver a apreciação pelo Senado.