Após oscilarem nos primeiros negócios, os juros futuros embutem um viés de alta. A tensão com a tramitação do ajuste fiscal no Congresso está predominando, segundo analistas. Mais cedo, a queda da produção industrial brasileira em março limitou o avanço das taxas num primeiro momento, porque com a atividade fraca o BC poderia diminuir o ritmo do próximo aperto monetário, esperado para junho.

Porém, na sequência, os juros desaceleraram em meio à volatilidade das taxas dos Treasuries e à queda do dólar no exterior e também no mercado local, em reação aos dados de emprego do setor privado dos Estados Unidos abaixo do esperado em abril.

Às 9h33, o DI para janeiro de 2016 apontava 13,68%, igual ao ajuste anterior. O DI para janeiro de 2017, 13,51% igual ao ajuste da véspera e o DI para janeiro de 2021, 12,90%, de 12,87% no ajuste de ontem.

Em abril, foram criadas 169 mil vagas, abaixo da previsão de 205 mil novos postos. Além disso, o resultado de março foi revisado para 175 mil, menos que os 189 mil calculados inicialmente. Já o índice de produtividade da mão de obra caiu 1,9% no 1º trimestre (previsão +1,8%).

No Brasil, a produção industrial caiu 0,8% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, mais que a mediana esperada (-0,60), porém, dentro projeções do mercado (-1,30% a +1,10%). Ante março de 2014, a produção caiu 3,5%, também mais que a mediana (-2,90%).