11/05/2015 - 17:14
Os juros futuros fecharam em alta, influenciados pelo dólar e pelo aumento do rendimento dos Treasuries. O dólar operou em linha com o contexto global de alta ante as demais divisas, por sua vez, pautada pelas preocupações com a situação da Grécia e com o desempenho da economia chinesa. Ao término da sessão regular, o DI janeiro de 2016 subia para 13,79%; o DI janeiro de 2017, de 13,52% para 13,55%; e o DI janeiro de 2021, de 12,68% para 12,78%. O dólar à vista no balcão subiu 2,25%, para R$ 3,049. No final da tarde, a T-Note de dez anos projetava 2,268%, de 2,140% no final da tarde de sexta-feira, 8.
Os mercados começaram o dia repercutindo a decisão do banco central da China de reduzir suas taxas de empréstimos e depósitos. Na avaliação dos investidores, a medida amplia as preocupações quanto à real situação da economia do país, que está em desaceleração.
Ao longo do dia, os investidores também acompanharam a reunião do Eurogrupo para discutir a situação da Grécia, na véspera do vencimento de uma parcela de 750 milhões de euros da dívida do país com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Fonte do governo grego disse à tarde que o pagamento foi autorizado. Quanto ao encontro, segundo comunicado, os ministros afirmaram que, após Atenas e seus credores chegarem a um acordo no nível técnico, o grupo decidirá sobre possíveis novos desembolsos de fundos, no âmbito dos acordos já em vigor.
O avanço dos juros domésticos, contudo, foi limitado pela redução das expectativas de inflação para 2016 na pesquisa Focus e pela percepção de que o Banco Central realmente fará o que for necessário para a convergência da inflação para o centro da meta em 2016. No levantamento Focus desta semana, a mediana das estimativas para o IPCA em 2016 mostrou a primeira queda desde fevereiro, ao passar de 5,60% para 5,51%. Fonte do governo afirmou ao Broadcast que o compromisso “pleno e declarado” do governo é fazer o IPCA convergir para o centro meta.