As taxas no mercado futuro de juros estão em queda desde a abertura nesta quinta-feira, 2, sendo que renovaram as mínimas com a virada do dólar após o dado de emprego dos Estados Unidos. Nesta manhã, os analistas e investidores também reagem aos discursos do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, ontem à noite, em São Paulo, e do diretor de Política Econômica, Luiz Awazu Pereira, hoje, hoje, na França.

Às 9h34, o DI para janeiro de 2016 operava a 14,22%, vindo de 14,27% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2017 estava cotado a 13,92%, de 14,02% no ajuste de ontem. Já o DI para janeiro de 2021 está em 12,68% ante 12,75%, taxa do ajuste de ontem.

O relatório de emprego (payroll) nos Estados Unidos mostrou que a economia americana criou 223 mil empregos em no mês passado. A previsão era de 233 mil. Além disso, o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego subiu 10 mil na semana encerrada em 27 de junho, para 281 mil. Analistas consultados pelo Wall Street Journal esperavam redução para 270 mil solicitações.

Em São Paulo, Tombini afirmou que a política monetária está no caminho certo, dada a melhora das expectativas quanto à inflação no médio e longo prazo. De fato, o boletim Focus desta semana mostrou o IPCA previsto para 2017 caindo de 4,75% para 4,70%. Para 2018, a projeção já vê o IPCA em 4,5%, o centro da meta. Na França, Awazu também reforçou o progresso conquistado pela política monetária e reafirmou que o BC se mantém vigilante.

Nesta manhã, o IBGE divulgou que a produção industrial subiu 0,60% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal. O resultado surpreendeu o mais otimista dos 50 analistas ouvidos pelo AE Projeções e ficou fora do intervalo de expectativas, que indicavam desde queda de 1,20% a avanço de 0,50%, com mediana de -0,50%.

No campo fiscal, a presidente Dilma Rousseff criticou ontem a aprovação no Senado do reajuste salarial de até 78% entre 2015 e 2017 para os servidores do Poder Judiciário e deve vetar a proposta, de acordo com o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa.