A Justiça britânica confirmou nesta quarta-feira (22) a revogação da nacionalidade de Shamima Begum, que deixou Londres em 2015, aos 15 anos, e viajou para a Síria com duas colegas de escola para se casar com um combatente do grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

Em 2019, Londres privou-a de sua nacionalidade britânica invocando a segurança nacional, um caso que marcou a opinião pública, devido à sua juventude. Agora com 23 anos, a jovem permanece na Síria e havia recorrido da decisão.

O Ministério do Interior emitiu um comunicado nesta quarta-feira, demonstrando estar “satisfeito que o Tribunal tenha decidido a favor da posição do Governo”.

Begum é uma das centenas de europeus, cujo destino é uma questão delicada para diferentes governos, sobretudo após o colapso do Estado Islâmico em 2019.

Sua aparente indiferença nas entrevistas iniciais do processo gerou indignação. Desde então, porém, ela tem expressado arrependimento por suas ações e simpatia pelas vítimas do EI.

Em um documentário lançado no ano passado, ela contou que percebeu, assim que chegou ao país, que o Estado Islâmico estava “prendendo pessoas” para aumentar os números do califado e “ficar bem em vídeos (de propaganda)”.